Eduardo Kobra: artista da periferia de São Paulo para o mundo

Eduardo Kobra é um artista de rua, nascido no dia 27 de agosto de 1975 na cidade de São Paulo. Ele primeiro começou sua carreira com Street Art, e depois se tornou muralista, junto a isso ele também cria obras que simulam as dimensões. Em 1995, ele vem com a ideia de fundar o Estúdio Kobra, que se especializa em painéis artísticos, e uma equipe que é composta por doze artistas.

Cotidiano
Publicado por Bianca Ludymila em 11/12/2022
Eduardo Kobra: artista da periferia de São Paulo para o mundo

Eduardo Kobra é um artista de rua, nascido no dia 27 de agosto de 1975 na cidade de São Paulo. Ele primeiro começou sua carreira com Street Art, e depois se tornou muralista, junto a isso ele também cria obras que simulam as dimensões.

Em 1995, ele vem com a ideia de fundar o Estúdio Kobra, que se especializa em painéis artísticos, e uma equipe que é composta por doze artistas.

Em 2011, ganhou um prêmio no Sarasota Chalk Festival, que é o maior evento de arte 3D no mundo. Suas obras figuram, enfeitam o Museu de Street Art, com grafites de todo o mundo, e suas artes ficam disponíveis em vários países, um deles fica na Dorothy Circus Gallery, em Roma. Eduardo Kobra é um dos muralistas mais influentes no mundo, junto disso ele carrega sua arte e também a paixão pelo grafite brasileiro por todos os lugares que passa, deixando assim, sua marca ao redor do mundo todo.

A obra que fez Kobra se tornar conhecido, foi feita lá em 2007 pelo projeto Muro das Memórias, e ela é composta por cenas antigas da cidade de São Paulo, mas além da sua cidade natal, várias outras cidades brasileiras contam com suas obras, e países também como: Estados Unidos, Polônia, Rússia, Inglaterra, Grécia, Itália, França e Suécia.

O começo da arte para Eduardo Kobra

Carlos Eduardo Fernandes Léo transformou a arte brasileira, tendo uma contribuição para que a arte por meio do grafite ganhasse mais reconhecimento.
Eduardo Kobra viu uma certa simplicidade e espontaneidade da arte de rua, então por meio do talento que têm, ele ajuda para que o grafite tenha o reconhecimento que merece. Esse interesse todo pela arte no geral, começou na adolescência, nessa época já criava seus desenhos, e somente quando estava mais velho começou a levar cada vez mais à sério a arte de desenhar, e nessa mesma época ganhou o apelido de “Cobra”.

Ele costumava fazer desenhos com tinta spray, na escola e também no bairro onde morava, isso fez com ele fosse autuado várias vezes, porque o grafite não era visto como um tipo de arte legal, mas mesmo com isso, Eduardo Kobra continuou com a sua vontade e o desejo de espalhar sua arte pelo mundo.

A mudança na carreira de Kobra

O artista Kobra diante do mural Etnias, de quase três mil metros quadrados, no Boulevard Olímpico (Roberto Castro/Brasil2016.gov.br)
O artista Kobra diante do mural Etnias, de quase três mil metros quadrados, no Boulevard Olímpico (Roberto Castro/Brasil2016.gov.br)

Em 1990, Eduardo Kobra passou a desenhar em cartazes de eventos, cenários de brinquedos e placas decorativas para o PlayCenter, mas não parou por aí, parques como o Beto Carrero World e o Hopi hari, isso gerou novas contratações, então ele recebeu vários convites para atuar em empresas e grandes agências de publicidade.

Era comum que Kobra investisse todo dinheiro que recebia dos trabalhos, em mais materiais, para que assim pudesse aperfeiçoar suas técnicas, e isso realmente trazia cada vez mais resultados satisfatórios, fazendo com que Kobra fosse se tornando uma referência. O britânico Bansky, o mexicano Diego Riveira, os norte-americanos Eric Grohe, Jean-Michel Basquiat e Keith Haring, esses foram artistas que influenciaram Eduardo pelo Hip Hop, gerando murais com mais cores, que inclusive é uma das suas principais marcas até hoje, mas como ele decidiu fundar o Estúdio Kobra, seu objetivo a partir daquele momento era produzir painéis artísticos.

A vida como muralista

A partir dos anos 2000, Kobra foi ganhando mais e mais visibilidade por causa das suas artes de rua, da censura que seus trabalhos recebiam para que a propaganda eleitoral tivesse um lugar, ou por artes que fazia com seus colegas muralistas, como por exemplo a obra em Pinheiros: um mural em homenagem aos 450 anos de São Paulo. Depois disso ele se focou mais ainda em trabalhos que são muito marcantes hoje em dia: O Muro das Memórias, onde a cidade de São Paulo é retratada na metade do século 20, e o foco dessa arte era poder retratar a calma na cidade naquela época, e o resultado foi que mais de 20 bairros ficaram admirados com a arte além da atenção da mídia também.

Kobra teve vários altos e baixos na vida, mas em 2017 ele bateu seu próprio recorde com a obra “Cacau” que ocupa um paredão de 5.742 metros quadrados na Rodovia Castello Branco, nesta obra, foram usadas 2.800 latas de spray.

Algumas de suas obras

Antes mesmo do início dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, o Brasil já havia garantido um recorde mundial na Cidade Maravilhosa. Todos somos um, mural de 3 mil metros quadrados nas paredes de um antigo armazém na região da Zona Portuária da capital fluminense, tornou-se o maior grafite já realizado no planeta – proeza oficializada algumas semanas depois, em agosto de 2016, pelo Guinness Book, o livro dos recordes
Antes mesmo do início dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, o Brasil já havia garantido um recorde mundial na Cidade Maravilhosa. Todos somos um, mural de 3 mil metros quadrados nas paredes de um antigo armazém na região da Zona Portuária da capital fluminense, tornou-se o maior grafite já realizado no planeta – proeza oficializada algumas semanas depois, em agosto de 2016, pelo Guinness Book, o livro dos recordes

As artes de Kobra mais do que encantaram não apenas o Brasil como também o mundo. Entre elas, podemos citar o Monte Rushmore (Nova York), Let me be myself (Amsterdã), Stop Wars – Wynwood (Miami), Davi (Itália), Cristo (Tóquio) e Luiz Gonzaga, sendo esta em Recife, Pernambuco.

Como se já não fosse suficiente seu reconhecimento em todo o planeta, em 2016, Eduardo Kobra entra para o Guinness Book, que declarou o mural “Etnias” o maior do mundo, recorde este que o Kobra conta até hoje!

*Com informações da UNESP, Eduardo Kobra e Wikipédia.

Bianca Ludymila Peres Corrêa
Bianca Ludymila Peres Corrêa
Jornalista (MTB 0081969/SP) dedicada à cobertura de temas regionais e nacionais, atua com olhar atento ao cotidiano, política e sociedade. Produz conteúdo claro, informativo e relevante para diferentes públicos.

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