30 anos do PEAMA em Jundiaí: por que a caminhada emocionou famílias e mostrou que o esporte pode mudar vidas
PEAMA completa 30 anos em Jundiaí com caminhada histórica, esporte adaptado gratuito, inclusão social e relatos de alunos que vivem o projeto há décadas.
Jundiaí viveu uma manhã de celebração pública com a Caminhada dos 30 Anos do PEAMA, o Programa de Esportes e Atividades Motoras Adaptadas. O encontro reuniu alunos, familiares, professores e moradores para marcar três décadas de um projeto que se tornou referência local ao usar o esporte como instrumento de inclusão social para pessoas com deficiência.
A caminhada teve clima de homenagem, mas também de continuidade. O PEAMA não apareceu apenas como uma data comemorativa no calendário da cidade. O que se viu foi a celebração de um serviço que atravessou gerações, oferecendo acesso gratuito a atividades físicas e ajudando participantes a construir vínculos, rotina, autonomia e qualidade de vida.
FalaRegional.com.brJune 29, 2026
Três décadas de esporte adaptado
A diretora de Esporte Adaptado, Vanessa Rancolletta, explicou que a data oficial do PEAMA é 15 de março, mas que 2026 passou a ser tratado como o ano comemorativo do programa. Segundo ela, os 30 anos carregam muitas conquistas e muitas lutas, motivo pelo qual a caminhada ganhou sentido especial dentro da programação.
- Programa: PEAMA, Programa de Esportes e Atividades Motoras Adaptadas
- Cidade: Jundiaí
- Marco celebrado: 30 anos
- Data oficial citada: 15 de março
- Ano comemorativo: 2026
- Público atendido: pessoas com deficiência
- Acesso: atividades físicas gratuitas
O projeto vai além da prática esportiva. Na experiência dos alunos, o movimento funciona como ferramenta de saúde, convivência e superação. A atividade física deixa de ser apenas exercício e passa a ocupar um lugar mais amplo: o de encontro, pertencimento e presença na cidade.
“São muitas conquistas, muitas lutas durante estes 30 anos, então nada melhor do que celebrar este ano tão importante.”
Aluna há 27 anos vê o PEAMA como família
Entre os relatos da caminhada, o de Claudete Machado de Oliveira sintetizou o impacto humano do programa. Aluna do PEAMA há 27 anos, ela afirmou sentir orgulho da própria trajetória e destacou a importância das atividades físicas para conservar a saúde. Também citou as competições, os professores e toda a equipe como parte essencial de sua vida.
A fala dela dá dimensão ao que um programa público pode representar quando se mantém ativo por tanto tempo. Em vez de uma política passageira, o PEAMA se consolidou como espaço de confiança. Para quem participa há décadas, não se trata apenas de frequentar aulas ou treinos, mas de encontrar uma rede que acompanha mudanças pessoais, desafios físicos e conquistas cotidianas.
“A equipe do PEAMA é uma família para nós. Os professores, a equipe inteira é muito importante na nossa vida. Muda a vida de cada um.”
A narração do vídeo resumiu o tom do evento como uma manhã de emoção, superação e alegria, com Jundiaí reunida para provar que o esporte é para todos. A frase combina com a imagem deixada pela caminhada: uma cidade que celebra não só os 30 anos de um programa, mas a permanência de uma ideia pública de inclusão.
O PEAMA segue em seu ano comemorativo de 2026, depois da caminhada que marcou as três décadas do programa em Jundiaí e reforçou o papel do esporte adaptado gratuito na rotina de pessoas com deficiência.












