A Yamaha reduziu em R$ 8 mil o preço da scooter elétrica Neo’s Connected no Brasil, que passou de R$ 33.990 para R$ 25.990. O novo valor já está em vigor e, segundo a fabricante, não se trata de promoção temporária, mas de um reposicionamento definitivo no mercado.
O modelo foi lançado no país no fim de 2024 e manteve o preço inicial até o início de 2026, quando ocorreu o primeiro ajuste relevante.
Embora a empresa não tenha detalhado oficialmente os motivos da redução, o cenário do mercado indica que a procura por motos elétricas ainda é limitada no Brasil.
Dados do setor mostram que a marca não figura entre as 15 fabricantes com maior volume de motos elétricas licenciadas no país em 2026, o que contrasta com sua posição de destaque no segmento a combustão.
O ajuste de preço ocorre em um contexto de baixa adesão às motos elétricas, especialmente em faixas de valor mais elevadas.
A scooter elétrica foi projetada para deslocamentos curtos, com características próximas às de modelos de baixa cilindrada.
A proposta é atender deslocamentos urbanos leves, com foco em eficiência energética e operação silenciosa.
O modelo utiliza duas baterias removíveis de íons de lítio, fornecidas de série no mercado brasileiro.
| Característica | Especificação |
|---|---|
| Autonomia | Até 71 km |
| Tempo de carga total | Cerca de 9 horas |
| Recarga parcial | De 20% a 80% em aproximadamente 5 horas |
A recarga pode ser feita diretamente na moto ou fora dela, utilizando tomada comum.
A scooter conta com iluminação full LED, painel digital em LCD e integração com smartphone por meio de aplicativo, que permite acompanhar dados de uso e receber notificações.
Entre os recursos disponíveis estão alertas de funcionamento e indicação de nível de bateria, além de sistema que reduz automaticamente a velocidade quando a carga fica abaixo de 20%.
Por ser classificada como ciclomotor, a scooter precisa ser registrada e emplacada, seguindo normas do Conselho Nacional de Trânsito.
Mesmo após a redução, o modelo segue posicionado entre os mais caros da categoria, em um mercado que ainda não consolidou volume relevante de vendas e continua em fase de adaptação à mobilidade elétrica no país.