O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarcou na tarde deste domingo (14) para a França, onde participará da cúpula de líderes do G7, grupo formado por Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Canadá. A aeronave presidencial decolou da Base Aérea de Brasília às 15h53 com destino a Evian, cidade francesa que receberá parte das atividades ligadas ao encontro.
Antes de chegar à Europa, o voo presidencial fará uma parada técnica para abastecimento na Ilha do Sal, em Cabo Verde. A participação brasileira ocorre a convite do presidente francês Emmanuel Macron, embora o país não integre oficialmente o grupo das sete maiores economias industrializadas.
Em publicação nas redes sociais, Lula afirmou que representará o Brasil pela décima vez em uma cúpula do G7 e informou que o vice-presidente Geraldo Alckmin ficará responsável pela Presidência da República durante sua ausência.
A presença brasileira ocorre em um momento de discussões internacionais sobre crescimento econômico, desenvolvimento sustentável e regulação de grandes empresas de tecnologia.
Embora o Brasil não tenha assento permanente no grupo, convites a países considerados estratégicos têm sido frequentes em encontros recentes. O objetivo é ampliar o diálogo sobre temas globais que extrapolam as fronteiras das economias integrantes do bloco.
Durante a agenda na França, Lula deverá participar de reuniões e encontros paralelos voltados para questões econômicas e ambientais, além de debates relacionados ao papel das plataformas digitais e das chamadas big techs na economia contemporânea.
A viagem também acontece em meio às discussões sobre comércio internacional e às recentes declarações envolvendo possíveis tarifas sobre produtos brasileiros.
Integrantes do governo acompanham a possibilidade de contatos entre chefes de Estado presentes no evento. Apesar de interlocutores brasileiros não trabalharem com a expectativa de uma reunião bilateral formal com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, uma conversa informal entre os líderes não é descartada nos bastidores diplomáticos.
O tema ganhou relevância após sinais de endurecimento comercial por parte dos Estados Unidos em relação a determinados produtos importados. O governo brasileiro acompanha o assunto por considerar que eventuais mudanças podem afetar setores exportadores.
Entre os assuntos previstos para a agenda do G7 estão:
A edição deste ano também deve reunir lideranças de diferentes regiões para discutir impactos econômicos de conflitos internacionais, segurança energética e estratégias de desenvolvimento em um cenário de desaceleração em parte das economias mundiais.
Nos próximos dias, a agenda oficial da cúpula deve detalhar os encontros bilaterais e as reuniões paralelas previstas para os chefes de Estado convidados, enquanto a delegação brasileira acompanha as discussões que podem influenciar negociações econômicas e comerciais envolvendo o país.
Foto de capa: Ricardo Stuckert/PR.