Um levantamento divulgado em 25 de abril de 2026 pelo instituto Paraná Pesquisas mostra que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um eventual segundo turno entre eleitores do Rio de Janeiro, estado considerado estratégico para a base bolsonarista.
Na simulação apresentada, Flávio registra 47,0% das intenções de voto, enquanto Lula soma 40,5%. O percentual de eleitores que afirmaram votar em branco ou nulo chega a 8,4%, e 4,2% disseram não saber ou preferiram não responder. A diferença entre os dois candidatos ultrapassa a margem de erro da pesquisa, estimada em 2,4 pontos percentuais.
No cenário de primeiro turno, a disputa aparece mais equilibrada. Flávio Bolsonaro tem 39,6% das intenções de voto, contra 36,7% de Lula, configurando empate técnico dentro da margem de erro.
Os demais nomes testados apresentam desempenho reduzido e ficam próximos entre si:
O cenário indica concentração de votos nos dois principais concorrentes, com baixa competitividade entre os demais pré-candidatos.
O estado do Rio de Janeiro segue como um dos principais polos eleitorais ligados ao bolsonarismo. A trajetória política da família Bolsonaro foi construída na região, onde o ex-presidente Jair Bolsonaro, Flávio Bolsonaro e Carlos Bolsonaro consolidaram suas bases eleitorais.
A presença histórica do grupo político no estado reforça o peso do resultado e amplia o impacto dos números divulgados na pesquisa.
Apesar do desempenho inferior no cenário de segundo turno, os dados indicam avanço na avaliação do presidente Lula entre os eleitores fluminenses.
A taxa de reprovação, que era de 59,9% em maio de 2025, recuou para 55,2%. Já a aprovação subiu de 37,3% para 41,4% no mesmo período.
No âmbito estadual, o levantamento também reflete a corrida pelo governo do Rio de Janeiro. O ex-prefeito Eduardo Paes (PSD), aliado de Lula, lidera com 53% das intenções de voto, enquanto o deputado estadual Douglas Ruas (PL), ligado a Flávio Bolsonaro, aparece com 13,2%.
Segundo a Veja, a movimentação das candidaturas estaduais ocorre paralelamente à reorganização das forças políticas no estado, com impactos diretos na disputa nacional.
Os dados refletem um cenário em transformação, com variações tanto na intenção de voto quanto na avaliação do governo federal. A evolução desses indicadores segue em observação, especialmente diante do avanço das articulações políticas e da definição das candidaturas nos próximos meses.