A primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, afirmou que a fama de “gastadeira” atribuída a ela nas redes sociais é um exemplo de “misoginia pura” e faz parte de uma estratégia política usada por adversários para atingir o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A declaração foi feita durante entrevista ao programa Frente a Frente, do Canal UOL, quando Janja foi questionada sobre críticas relacionadas às viagens internacionais, ao uso de recursos públicos e à cobrança por maior prestação de contas de suas atividades.
Segundo a primeira-dama, sua agenda é pública e os compromissos são divulgados diariamente nas redes sociais há dois anos, mas parte da imprensa, na avaliação dela, demonstra maior interesse por “fofoca” do que pelas ações das quais participa.
Janja mencionou a viagem realizada à Espanha em abril de 2026, quando chegou ao país dois dias antes de Lula, que cumpriria uma agenda oficial. A antecipação gerou críticas nas redes sociais e entre opositores do governo.
Ela explicou que viajou antes porque tinha encontros com ministros espanhóis ligados ao pacto de combate ao feminicídio, incluindo conversas sobre experiências adotadas pela Espanha no atendimento telefônico a mulheres vítimas de violência doméstica.
Ao falar sobre os custos e a logística das viagens, Janja declarou que procura ficar hospedada em embaixadas brasileiras por questões de segurança e facilidade de deslocamento, além de viajar em classe executiva por regras e protocolos de proteção.
Janja afirmou que responde aos ataques com trabalho e citou sua participação em ações relacionadas à segurança alimentar, ao combate à violência contra a mulher e à distribuição de absorventes pelo programa federal de dignidade menstrual.
De acordo com a primeira-dama, houve articulação para resolver entraves que dificultavam a chegada dos absorventes ao público atendido. Ela também disse que não consegue impedir a circulação das críticas, pois considera que elas fazem parte da estratégia política da extrema direita.
Janja não ocupa cargo público formal no governo, mas participa de agendas sociais, diplomáticas e institucionais, condição que mantém o debate sobre transparência, custos de viagens e limites da atuação da primeira-dama dentro da administração federal.