A explosão registrada na tarde desta segunda-feira (11) na região do Jaguaré, zona oeste da capital paulista, mobilizou uma força-tarefa do Governo de São Paulo envolvendo bombeiros, Defesa Civil, concessionárias de serviços públicos e equipes de assistência social. O acidente provocou a morte de um homem de 45 anos, deixou pelo menos três feridos e obrigou a interdição de dezenas de imóveis próximos ao local da ocorrência.
O impacto da explosão atingiu residências da região e espalhou destruição em parte do entorno. Segundo informações divulgadas pelo governo estadual, 46 imóveis foram interditados preventivamente pela Defesa Civil enquanto técnicos avaliam riscos estruturais e condições de segurança para moradores e equipes de resgate.
Logo após o acidente, o governador Tarcísio de Freitas convocou uma reunião emergencial no Palácio dos Bandeirantes com representantes das empresas envolvidas e integrantes das secretarias estaduais responsáveis pelo atendimento da ocorrência.
Segundo o governo, cerca de 160 pessoas afetadas começaram a ser cadastradas para receber assistência social, hospedagem temporária e apoio psicológico. Os moradores desabrigados foram encaminhados para hotéis da capital.
“Nossa prioridade neste momento é garantir o rápido alojamento e acolhimento daqueles que tiveram suas casas impactadas”, afirmou o governador após reunião com concessionárias e órgãos estaduais.
Representantes da Sabesp e da Comgás informaram que foi liberado um pagamento inicial emergencial de R$ 2 mil para parte das vítimas atingidas diretamente pela explosão. As concessionárias afirmaram ainda que os prejuízos materiais serão levantados a partir desta terça-feira (12), incluindo danos estruturais em imóveis e perdas de bens pessoais.
Além do suporte financeiro inicial, os afetados também deverão receber acompanhamento médico e psicológico nos próximos dias.
As operações de resgate mobilizaram 15 viaturas do Corpo de Bombeiros, seis equipes da Defesa Civil e efetivos da Polícia Militar. A energia elétrica da região precisou ser desligada como medida preventiva para reduzir riscos de novos acidentes.
As buscas por possíveis vítimas sob os escombros continuaram ao longo da noite com auxílio de cães farejadores. Equipes técnicas permaneceram no local monitorando estruturas comprometidas e avaliando riscos de novos desabamentos.
O secretário-executivo da Segurança Pública, coronel Henguel Ricardo Pereira, afirmou que as equipes seguem concentradas no atendimento às famílias atingidas e no suporte às pessoas hospitalizadas.
A perícia do caso ficará sob responsabilidade do Instituto de Criminalística, com apoio técnico do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT). A Arsesp, agência reguladora responsável pela fiscalização dos serviços públicos concedidos no estado, também iniciou apuração paralela sobre as circunstâncias do acidente.
Segundo o secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, a prioridade inicial foi garantir a segurança da região e o acolhimento dos moradores atingidos pela explosão, revelou a Agenciasp.
Equipes técnicas da Arsesp começaram a solicitar documentos operacionais, registros de manutenção e informações relacionadas aos serviços executados na área do Jaguaré durante esta segunda-feira. A agência informou que poderá aplicar medidas sancionatórias caso sejam identificadas falhas operacionais, descumprimento de normas técnicas ou responsabilidade das concessionárias envolvidas.
A partir desta terça-feira (12), técnicos devem iniciar uma análise detalhada dos danos estruturais nos imóveis atingidos enquanto moradores aguardam definição sobre retorno às residências e pagamento integral dos prejuízos causados pela explosão.