A Casa Branca anunciou nesta segunda-feira, 1º de junho, a indicação de Daniel Perez para o cargo de embaixador dos Estados Unidos no Brasil. O nome agora será analisado pelo Senado americano, responsável por confirmar ou rejeitar a indicação presidencial.
Caso receba sinal verde dos senadores, Perez assumirá uma função que está sem titular desde janeiro de 2025. O posto ficou vago após a saída de Elizabeth Bagley, que havia sido nomeada durante o governo de Joe Biden.
Atualmente, a representação diplomática dos Estados Unidos em Brasília é conduzida pelo encarregado de negócios Gabriel Escobar. O governo americano já informou que Natasha Franceschi assumirá essa função temporária a partir de julho.
Daniel Perez tem 38 anos e ocupa a presidência da Câmara dos Deputados da Flórida desde 2024. Filho de imigrantes cubanos, nasceu em Nova York e se mudou ainda criança para a Flórida, onde construiu sua trajetória política dentro do Partido Republicano.
Ao longo dos últimos anos, consolidou-se como uma das lideranças republicanas mais influentes do estado e manteve alinhamento com diversas pautas defendidas por Donald Trump.
A indicação transforma Perez no primeiro nome escolhido por Trump para comandar a embaixada americana em Brasília desde seu retorno à Casa Branca.
No ano passado, ele chegou a ser citado como possível candidato ao cargo de procurador-geral da Flórida, mas decidiu permanecer no comando da Câmara estadual.
A indicação ocorre em um momento de forte tensão política entre Daniel Perez e o governador da Flórida, Ron DeSantis.
Nas últimas semanas, a Câmara estadual liderada por Perez bloqueou o avanço de propostas apoiadas pelo governador. Entre elas estavam medidas relacionadas à flexibilização de exigências de vacinação para estudantes de escolas públicas e alterações em regras voltadas ao setor de inteligência artificial.
O embate também alcançou discussões orçamentárias.
Em declarações recentes, Ron DeSantis criticou publicamente a atuação do presidente da Câmara, afirmando que algumas decisões contrariavam expectativas dos eleitores.
A eventual chegada de Daniel Perez encerra um período prolongado sem um embaixador americano formalmente nomeado para atuar em Brasília.
A confirmação dependerá agora da tramitação no Senado dos Estados Unidos. Até a conclusão desse processo, a representação diplomática seguirá sob comando interino.
A análise da indicação ocorre enquanto mudanças também avançam dentro da estrutura diplomática americana no Brasil, com a substituição do encarregado de negócios prevista para julho.