A Universidade de São Paulo viveu uma noite de tensão nesta segunda-feira (8) após um grupo invadir o Prédio da Administração Central da instituição, na capital paulista. A ação mobilizou equipes da Polícia Militar, deixou integrantes da segurança universitária feridos e terminou com seis pessoas detidas.
Segundo as informações divulgadas pelas autoridades, os invasores entraram no edifício usando capuzes e portando objetos como paus e cassetetes. Durante a movimentação, seguranças que atuavam no local foram agredidos. Também houve o disparo de rojões e fogos de artifício em direção aos profissionais responsáveis pela proteção do prédio.
Após o início da invasão, a Polícia Militar foi acionada para conter a situação. Os agentes chegaram ao local, retiraram os envolvidos da área ocupada e restabeleceram o acesso às portarias do edifício.
De acordo com os relatos registrados durante a ocorrência, diversos integrantes da guarda universitária sofreram escoriações. Pelo menos três pessoas tiveram ferimentos considerados mais graves e precisaram ser encaminhadas ao Hospital Universitário para atendimento médico.
O caso foi levado ao 7º Distrito Policial da Lapa, responsável pelo registro da ocorrência. Os seis detidos foram encaminhados à unidade policial para os procedimentos iniciais da investigação.
Os suspeitos foram levados ao 7º Distrito Policial da Lapa, onde a ocorrência foi registrada. Eles acabaram liberados nas primeiras horas da manhã desta terça-feira (9).
Após a repercussão do episódio, o Diretório Central dos Estudantes da USP informou que não possui relação com a tentativa de invasão registrada no prédio da administração.
A manifestação ocorreu porque o caso aconteceu no mesmo período em que estudantes discutiam os rumos do movimento de greve que atingiu diferentes unidades da universidade nas últimas semanas.
O posicionamento do DCE buscou afastar qualquer vínculo institucional entre a entidade estudantil e as pessoas envolvidas na ação registrada pela polícia.
Enquanto a invasão mobilizava forças de segurança, estudantes reunidos em assembleia decidiram recomendar o encerramento da greve estudantil iniciada há 54 dias.
A votação foi realizada em encontro convocado pelo Diretório Central dos Estudantes. Segundo a contagem divulgada pela entidade, 323 participantes votaram pelo encerramento da paralisação, enquanto 255 defenderam a continuidade do movimento.
A decisão aprovada pela assembleia indica uma saída unificada da greve acompanhada da manutenção de um estado permanente de mobilização.
Apesar da deliberação geral, o retorno das atividades não ocorre automaticamente. Cada faculdade e unidade acadêmica deverá convocar suas próprias assembleias para decidir se acompanha ou não a orientação aprovada pelos estudantes na assembleia central.
Nos próximos dias, a universidade deverá acompanhar tanto o andamento das discussões sobre a retomada das aulas quanto os desdobramentos da ocorrência registrada no Prédio da Administração Central, cuja investigação ficou sob responsabilidade da Polícia Civil.