Uma mensagem recebida por clientes do Nubank nesta sexta-feira provocou dúvidas sobre a situação da instituição financeira. O comunicado informava que o Banco Central teria decretado a liquidação extrajudicial do banco e orientava usuários a buscar cobertura junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
O conteúdo rapidamente circulou entre clientes e nas redes sociais, gerando questionamentos sobre a estabilidade da operação da fintech, uma das maiores instituições financeiras digitais da América Latina.
Segundo o Nubank, a comunicação não tinha relação com qualquer medida regulatória ou problema financeiro. Em nota, a empresa informou que o envio ocorreu por causa de um erro operacional pontual, já identificado e corrigido internamente.
“O Nubank informa que um erro operacional pontual, já identificado e solucionado, provocou o envio de mensagens indevidas a uma parcela de sua base de clientes.”
A empresa afirmou que todas as licenças seguem ativas e que não existe qualquer impacto sobre a operação da instituição. Também destacou que os serviços continuam funcionando normalmente e que não houve comprometimento dos sistemas de segurança.
O comunicado enviado por email e também por notificações no aplicativo mencionava uma suposta liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central.
Além disso, o texto orientava clientes a solicitar ressarcimento por meio do Fundo Garantidor de Créditos, mecanismo utilizado para proteger depósitos e determinados investimentos em casos específicos previstos pela regulamentação financeira.
A combinação dessas informações gerou preocupação imediata entre usuários, principalmente porque a mensagem utilizava canais oficiais normalmente empregados para comunicações da instituição.
Em seu posicionamento público, o banco digital reforçou que o episódio não teve relação com dificuldades financeiras, intervenção regulatória ou vazamento de dados.
A empresa também afirmou que o erro não foi causado por falhas em seus mecanismos de segurança digital. Segundo a instituição, a investigação interna busca esclarecer as circunstâncias que levaram ao disparo indevido da comunicação.
O número de clientes afetados não foi divulgado. O Nubank também não detalhou quais medidas adicionais serão implementadas para evitar ocorrências semelhantes no futuro.
Apesar da repercussão entre clientes, o caso não provocou impacto relevante sobre as ações da companhia negociadas na Bolsa de Nova York.
Durante a tarde, os papéis do Nubank registravam alta de 0,4%, cotados a US$ 12,15. Na mínima do dia, chegaram a US$ 11,70, com variação negativa de 0,2%.
O comportamento das ações indicou que investidores mantiveram a avaliação de que o episódio estava relacionado a uma falha operacional isolada, sem reflexos sobre os fundamentos da empresa.
Enquanto o Nubank conduz a apuração interna, a instituição segue operando normalmente e não informou prazo para divulgar detalhes adicionais sobre as causas do envio indevido das mensagens aos clientes.