A BYD iniciou a comercialização de uma nova configuração do Song Pro no mercado chinês, incorporando mudanças no sistema híbrido plug-in que elevam a autonomia elétrica e reduzem o consumo de combustível, em um movimento voltado à retomada de competitividade do modelo no segmento de SUVs médios.
O principal avanço está no conjunto de baterias, que passa a contar com opções de 26,6 kWh e 34,27 kWh. Com a maior capacidade, o utilitário esportivo alcança até 301 km de autonomia em modo elétrico, considerando o ciclo chinês CLTC, além de registrar consumo declarado de 31,2 km/l.
A arquitetura mecânica mantém o motor 1.5 a combustão com cerca de 99 cv, operando em conjunto com um motor elétrico dianteiro de aproximadamente 161 cv, configuração que prioriza eficiência energética sem alterar o desempenho estrutural do modelo.
Os valores praticados no mercado chinês variam entre 102.900 e 132.900 yuans, o equivalente a aproximadamente R$ 75.000 a R$ 97.500 em conversão direta, sem impostos. A política de preços posiciona o SUV como uma alternativa de alto alcance elétrico com custo inferior ao de muitos concorrentes híbridos.
Segundo a QuatroRodas, a atualização inclui novos sistemas de assistência à condução, com pacote ADAS que permite condução semiautônoma em rodovias. Há ainda opção de pacote mais avançado, que adiciona sensores e amplia o uso do piloto automático para ambientes urbanos e manobras de estacionamento.
O sistema pode gerenciar centenas de cenários distintos de condução e estacionamento, ampliando o nível de automação do veículo.
Outro destaque é a adoção de suspensão adaptativa com controle contínuo de amortecimento, que ajusta o comportamento do veículo em tempo real, reduzindo oscilações da carroceria e melhorando estabilidade em curvas.
As dimensões do modelo permanecem inalteradas, com 4,73 metros de comprimento, 1,86 metro de largura e entre-eixos de 2,71 metros, mantendo a proposta de SUV familiar para cinco ocupantes.
No interior, o modelo segue equipado com central multimídia de 15,6 polegadas, com tela rotativa, além de alterações na ergonomia, como o reposicionamento do seletor de marchas para a coluna de direção.
Embora as melhorias técnicas representem um avanço relevante, a introdução das novas baterias no mercado brasileiro ainda não está confirmada. A previsão mais concreta envolve mudanças visuais e a adoção de motorização flex, previstas para o segundo semestre de 2026, revelou o Mobiauto.
A ampliação da autonomia elétrica e a redução do consumo colocam o modelo em uma nova posição estratégica no mercado chinês, enquanto a adaptação ao Brasil segue em desenvolvimento, com foco na integração ao combustível local e ajustes de mercado ainda em definição.