O Sistema Único de Saúde passará por uma das maiores ampliações recentes de capacidade cirúrgica com a distribuição de novos equipamentos para hospitais públicos e filantrópicos em todas as regiões do país. A medida integra ações do Novo PAC Saúde e tem como objetivo acelerar atendimentos especializados, reduzir filas e modernizar a rede pública.
O investimento total chega a R$ 546 milhões e prevê a entrega de 300 conjuntos cirúrgicos e 40 tomógrafos destinados a 185 municípios brasileiros.
Segundo o Ministério da Saúde, a iniciativa permitirá a realização de aproximadamente 428 mil cirurgias eletivas adicionais por ano, ampliando significativamente a capacidade operacional da rede pública.
A ação contempla mais de 1.700 equipamentos que serão utilizados na estruturação de novas salas cirúrgicas e na modernização de unidades já existentes.
Os recursos estão alinhados ao programa Agora Tem Especialistas, estratégia criada para ampliar o acesso da população a procedimentos especializados e diminuir o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias.
Durante o anúncio, representantes do ministério destacaram que a medida busca não apenas ampliar a oferta de serviços, mas também atualizar tecnologicamente hospitais e centros de atendimento.
A expectativa do governo é que os novos equipamentos aumentem a capacidade de realização de procedimentos e contribuam para reduzir filas em diversas regiões do país.
Os conjuntos adquiridos foram organizados conforme as necessidades dos serviços que serão ofertados.
Os equipamentos voltados para cirurgia geral incluem estruturas destinadas à realização de procedimentos como vasectomias, laqueaduras e outras cirurgias classificadas como de baixa e média complexidade.
Já os conjuntos destinados à oftalmologia foram planejados para ampliar a realização de procedimentos especializados, incluindo cirurgias de catarata e tratamentos mais complexos relacionados à saúde ocular.
O Ministério da Saúde afirma que parte da estratégia está concentrada na redução das desigualdades regionais.
A distribuição dos equipamentos prioriza hospitais públicos e instituições filantrópicas que atendem pelo SUS, especialmente em áreas historicamente menos atendidas por serviços especializados.
Na Região Norte, por exemplo, a estimativa é de crescimento de até 134% na capacidade de realização de cirurgias oftalmológicas.
A ampliação busca descentralizar atendimentos que frequentemente exigem deslocamentos para grandes centros urbanos.
Algumas unidades contempladas nas primeiras etapas do programa já relatam aumento da capacidade de atendimento.
No Hospital Municipal Barata Ribeiro, no Rio de Janeiro, houve crescimento de aproximadamente 15% na quantidade de cirurgias realizadas após a chegada dos novos equipamentos.
Segundo dados apresentados pelo ministério, a unidade realizou 294 cirurgias em fevereiro e cerca de 400 em março.
No Ceará, o Hospital Geral de Fortaleza recebeu novos equipamentos para a área oftalmológica, incluindo aparelhos destinados ao tratamento de doenças da retina e glaucoma.
| Indicador | Resultado |
|---|---|
| Investimento | R$ 546 milhões |
| Conjuntos cirúrgicos | 300 |
| Tomógrafos | 40 |
| Municípios atendidos | 185 |
| Cirurgias adicionais por ano | 428 mil |
Além da ampliação da capacidade assistencial, o Ministério da Saúde informou que a compra centralizada dos equipamentos gerou economia superior a R$ 281 milhões em relação aos valores inicialmente estimados. As entregas começaram em fevereiro e seguirão até o final de junho, incluindo instalação dos equipamentos, treinamento das equipes e garantia estendida de 36 meses para utilização imediata nas unidades contempladas.