O incêndio que atingiu uma empresa de logística na Rua Guaporé, em Guarulhos, mobilizou uma grande operação do Corpo de Bombeiros e manteve equipes em atuação por mais de 20 horas. O fogo começou na noite de sexta-feira (5) e, mesmo após ser controlado na manhã de sábado (6), exigiu trabalho contínuo para eliminar focos que poderiam provocar uma nova propagação das chamas.
De acordo com os bombeiros, a ocorrência foi registrada às 20h29. O imóvel armazenava diferentes tipos de materiais, incluindo canos de PVC, que foram consumidos pelo fogo durante a madrugada. As dimensões do incêndio ficaram evidentes ao longo do trabalho das equipes, que encontraram parte da estrutura já comprometida.
Segundo os dados divulgados pelas equipes de emergência, a empresa possui área total de 3.800 metros quadrados. Desse total, cerca de 3.500 metros quadrados foram afetados pelas chamas.
O telhado desabou durante o incêndio e estruturas metálicas ficaram retorcidas pelo calor. Para avançar no combate aos focos internos, os bombeiros precisaram entrar no galpão utilizando cilindros de oxigênio, diante das condições encontradas no interior do imóvel.
O fogo foi controlado na manhã deste sábado, mas a operação permaneceu em andamento para evitar a retomada das chamas.
A resposta à ocorrência envolveu uma estrutura considerada significativa para esse tipo de situação.
O apoio da retroescavadeira começou por volta das 10h de sábado. O equipamento passou a auxiliar na movimentação de materiais e no acesso a áreas atingidas, facilitando a localização de focos ocultos sob os escombros.
O incêndio chamou a atenção de moradores da região devido à grande coluna de fumaça formada sobre o galpão. Pessoas que vivem nas proximidades registraram imagens da ocorrência e relataram ter ouvido sucessivos barulhos de explosão durante a madrugada.
O imóvel fica em frente a uma comunidade, que não foi atingida pelas chamas. O endereço também está localizado a aproximadamente 12 quilômetros do Aeroporto Internacional de São Paulo.
Apesar da intensidade do incêndio e dos danos estruturais observados no local, não houve registro de vítimas, segundo o Corpo de Bombeiros.
Com o avanço da fase de rescaldo, os bombeiros passaram a concentrar esforços na eliminação de brasas e focos escondidos que poderiam reacender o incêndio.
A próxima etapa envolve a avaliação estrutural do imóvel. A Defesa Civil deverá analisar as condições da construção para determinar se o galpão precisará ser interditado.
Até a última atualização divulgada pelas autoridades, as causas que deram origem ao incêndio permaneciam desconhecidas e ainda serão alvo de apuração técnica.