A GWM iniciou uma nova ofensiva no mercado brasileiro de SUVs ao reduzir drasticamente o preço do Haval H6 HEV2, versão híbrida de entrada do utilitário esportivo que se tornou um dos principais fenômenos de vendas entre as marcas chinesas no país desde sua chegada, em 2024.
Com descontos que chegam perto de R$ 32 mil, o modelo passou a ser anunciado por R$ 167.991,80, valor abaixo do cobrado atualmente pela Chevrolet no Tracker Premier 1.2 Turbo automático 2027, vendido por R$ 177.990. A diferença também aproxima o H6 de versões intermediárias do SUV compacto da GM, como a LTZ, tabelada em R$ 160.790.
O movimento reforça uma mudança importante no mercado brasileiro. SUVs híbridos, antes concentrados em faixas mais elevadas, começaram a disputar espaço diretamente com modelos compactos tradicionais movidos apenas a combustão. O avanço das fabricantes chinesas acelerou esse processo nos últimos dois anos.
Apesar da repercussão causada pelos preços reduzidos, a campanha da GWM não é aberta ao público em geral. Segundo informações divulgadas pelo site Mundo do Automóvel para PcD, a condição especial foi direcionada exclusivamente para clientes enquadrados na categoria Pessoa com Deficiência, dentro das regras previstas pela legislação brasileira para compra de veículos com isenção e descontos tributários.
A ação é válida, inicialmente, até o dia 31 de maio de 2026.
Com o desconto aplicado, o Haval H6 híbrido ficou mais barato que versões topo de linha de SUVs compactos tradicionais vendidos no Brasil.
O Haval H6 HEV2 é a configuração de entrada da linha híbrida da GWM e utiliza conjunto mecânico formado por motor 1.5 turbo associado a outro elétrico. A potência combinada chega a 243 cv, com torque de 55 kgf/m.
Diferentemente dos híbridos plug-in, a versão HEV2 não exige carregamento externo em tomada. O sistema recupera energia durante o uso e opera de forma automática para alimentar a bateria.
Além do desempenho, o SUV ganhou espaço no mercado brasileiro pelo nível de equipamentos oferecido. O modelo traz recursos que normalmente aparecem em categorias mais caras, como piloto automático adaptativo, reconhecimento de placas de trânsito e câmera com visão 540 graus.
A estratégia agressiva de preços acontece em um momento em que a GWM tenta ampliar sua presença no país e reduzir a vantagem da BYD no segmento eletrificado. O mercado brasileiro vive uma expansão acelerada dos híbridos e elétricos chineses, impulsionada por maior oferta de modelos, crescimento da rede de concessionárias e campanhas comerciais mais agressivas.
A fabricante já sinalizou que pretende ampliar sua operação nacional ao longo de 2026 com uma série de lançamentos. A expectativa do setor é que a marca apresente até 12 novos veículos para o mercado brasileiro nos próximos meses, numa tentativa de disputar espaço em categorias onde montadoras tradicionais ainda dominam as vendas.
Enquanto isso, a redução temporária do Haval H6 virou um dos episódios mais comentados do segmento automotivo nesta reta final de maio, principalmente porque colocou um SUV híbrido médio com mais de 240 cv na mesma faixa de preço de utilitários compactos equipados com motores menores e proposta mais convencional.