O pronunciamento em rede nacional feito em 30 de abril colocou em evidência uma combinação de medidas econômicas que o governo tenta consolidar como eixo da política voltada ao trabalhador, em meio ao avanço do endividamento das famílias e à pressão inflacionária provocada por fatores externos.
A nova etapa do Desenrola Brasil foi apresentada como instrumento central para enfrentar o nível de inadimplência, que atinge cerca de 80% dos lares segundo dados da Confederação Nacional do Comércio.
O programa também permite o saque de até 20% do saldo do FGTS para pagamento de débitos, medida que busca aumentar a liquidez das famílias no curto prazo.
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A restrição foi associada pelo governo ao crescimento do endividamento ligado ao uso de apostas digitais, apontadas como fator de pressão sobre o orçamento doméstico.
Outro ponto central do discurso foi a defesa do projeto que reduz a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas, com dois dias de descanso.
A proposta tramita paralelamente a uma PEC que trata do mesmo tema, atualmente em análise em comissão especial antes de eventual votação em plenário.
O governo atribui parte das medidas adotadas à alta global do petróleo, influenciada por conflitos no Golfo Pérsico, região responsável por cerca de 20% da produção mundial.
| Fator | Impacto |
| Alta do petróleo | Aumento do custo de transporte |
| Frete mais caro |