A Advocacia-Geral da União iniciou a fase final de negociações para lançar um novo concurso público voltado às carreiras jurídicas do órgão. O anúncio foi feito nesta segunda-feira, 25, pelo advogado-geral da União, Jorge Messias, durante reunião interna com integrantes da direção da instituição. A proposta prevê um modelo unificado de seleção com 170 vagas distribuídas entre quatro carreiras estratégicas da estrutura federal.
O novo formato altera uma lógica historicamente adotada nos concursos jurídicos da União. Em vez de processos separados para cada função, a AGU pretende concentrar a seleção em um único certame, permitindo que o candidato escolha a carreira desejada já no momento da inscrição. Segundo a gestão do órgão, a medida busca reduzir a movimentação constante de aprovados entre instituições federais após a posse.
A divisão das oportunidades anunciadas pela AGU ficou organizada da seguinte forma:
O modelo ainda está em fase de construção junto ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, mas a sinalização dada por Jorge Messias indica que as provas poderão ocorrer em datas específicas para cada carreira, mesmo dentro da estrutura unificada.
“Esta transição de carreiras traz prejuízo para as instituições. Então, vamos fazer de uma forma que o candidato delimite sua escolha a partir da sua vocação”, afirmou Jorge Messias durante reunião da diretoria da AGU.
A mudança mira um problema recorrente na administração pública federal. Nos últimos anos, órgãos jurídicos passaram a registrar saída frequente de servidores recém-aprovados para outras carreiras consideradas mais atrativas financeiramente ou com melhor estrutura de trabalho. O movimento gerava vacâncias sucessivas e necessidade constante de reposição.
Além da preparação do concurso, a AGU retomou discussões sobre o plano de cargos e salários dos servidores administrativos. O tema voltou à pauta em meio às negociações conduzidas entre Jorge Messias e a ministra da Gestão, Esther Dweck.
A expectativa da instituição é ampliar o fortalecimento interno da estrutura administrativa e jurídica nos próximos meses. Segundo integrantes do órgão, a atual gestão vem tratando a recomposição dos quadros como prioridade desde 2023, principalmente após o aumento da demanda judicial envolvendo temas fiscais, previdenciários e regulatórios.
Em 2025, a AGU já havia incorporado 400 servidores de nível superior aprovados pelo Concurso Público Nacional Unificado, movimento considerado internamente como uma tentativa de reduzir déficits operacionais acumulados em diferentes áreas técnicas.
A reunião realizada nesta segunda-feira também serviu para alinhar projetos considerados prioritários pela cúpula da Advocacia-Geral da União para 2026. Participaram do encontro chefias das áreas superiores da instituição e secretários responsáveis por setores estratégicos da estrutura federal.
Segundo relatos feitos durante a reunião, Jorge Messias pretende realizar encontros individuais com dirigentes da AGU para revisar metas e identificar pontos críticos da gestão. A intenção é ajustar áreas consideradas sensíveis antes do início do próximo ciclo administrativo.
O avanço das negociações com o Ministério da Gestão deve definir os próximos passos do concurso nas próximas semanas, incluindo cronograma, estrutura das provas e detalhes do formato unificado que será adotado pela AGU.