A proximidade da Copa do Mundo de 2026 já movimenta o varejo brasileiro e coloca os televisores entre os produtos mais observados do mercado. A expectativa é de que o torneio provoque uma forte aceleração nas vendas, repetindo um comportamento histórico do consumidor, mas desta vez em um cenário marcado por maior concorrência entre fabricantes e condições comerciais mais agressivas.
A avaliação foi apresentada por Renato Franklin, CEO da Casas Bahia, que afirmou que a empresa trabalha com a possibilidade de triplicar as vendas de televisões durante o período da competição. Segundo ele, o desempenho poderá ser ainda mais forte caso a seleção brasileira avance além da fase de grupos.
O executivo destacou que o cenário atual é diferente do observado na Copa anterior. De acordo com Franklin, o número de fornecedores disputando espaço nas redes varejistas aumentou significativamente, criando um ambiente mais competitivo para a comercialização dos aparelhos.
A disputa entre marcas tem sido apontada como um dos fatores mais importantes para o comportamento dos preços em 2026. Com mais empresas buscando participação de mercado, o varejo ganhou maior poder de negociação para montar campanhas promocionais voltadas ao período da Copa.
Segundo Franklin, esse movimento já pode ser percebido em diferentes segmentos da tecnologia.
A combinação entre competição comercial e aumento da demanda cria uma oportunidade relevante para empresas que dependem de datas sazonais para impulsionar faturamento.
Uma das declarações que mais chamou atenção do mercado foi a comparação feita entre a Copa do Mundo e a Black Friday. Franklin afirmou que as negociações realizadas com fornecedores resultaram em condições promocionais consideradas mais agressivas do que aquelas normalmente observadas em novembro, revelou a CNN.
Segundo a avaliação da companhia, as ofertas planejadas para a Copa do Mundo devem ser mais fortes do que as campanhas tradicionais da Black Friday.
A estratégia busca aproveitar o interesse natural do consumidor por equipamentos voltados ao entretenimento doméstico durante um dos eventos esportivos mais acompanhados do planeta.
Historicamente, períodos de Copa estimulam a troca de televisores, principalmente entre consumidores que desejam telas maiores ou modelos mais modernos para acompanhar os jogos.
Mesmo com projeções positivas para o setor, o CEO da Casas Bahia afirmou que prefere acompanhar os resultados de forma gradual. A companhia evita trabalhar com previsões excessivamente otimistas antes do início efetivo das vendas relacionadas ao torneio.
O executivo destacou que crescimento por si só não é o único indicador observado pela empresa. Segundo ele, o objetivo permanece concentrado em ampliar receitas sem comprometer margens e rentabilidade.
O desempenho das vendas ao longo das primeiras semanas da Copa será acompanhado de perto pelo varejo, que vê no torneio uma das principais oportunidades comerciais de 2026. Caso a seleção brasileira avance nas fases decisivas, a expectativa é de que a procura por televisores continue crescendo durante toda a competição.