A trajetória profissional de Maria Ângela se confunde com parte da própria evolução administrativa de Jundiaí. Servidora municipal desde 1983, ela iniciou a carreira em uma época em que o atual Paço Municipal ainda não existia e a estrutura da Prefeitura funcionava de forma descentralizada em diferentes locais da cidade.
Mais de quatro décadas depois, continua atuando na administração pública e acompanhando as transformações que marcaram o crescimento do município ao longo dos anos.
Sua história foi destacada em mais uma edição do projeto “Na Poltrona com o Servidor”, iniciativa que apresenta relatos de profissionais que ajudaram a construir a história do serviço público municipal.
Maria Ângela ingressou na Prefeitura em 1983 e desde então trabalhou na área de gestão de pessoas. Naquele período, a estrutura administrativa ainda funcionava em diferentes endereços e secretarias espalhadas pela cidade.
Alguns anos depois, parte dos setores foi transferida para o Edifício Nivoloni, etapa considerada importante para concentrar parte dos serviços públicos municipais.
Posteriormente, com a construção do Paço Municipal, os servidores começaram a ocupar a nova sede da administração.
Segundo ela, a transferência para o novo prédio ocorreu no final de 1988.
Maria Ângela recorda que os profissionais da área de pessoal foram alguns dos primeiros servidores a ocupar a nova estrutura administrativa.
Ao longo dos anos, a servidora construiu uma trajetória diretamente ligada ao atendimento e à gestão de funcionários públicos municipais.
Ela define o serviço público como uma vocação e afirma que sempre enxergou a atividade como uma forma de contribuir para a vida das pessoas.
O relacionamento com colegas e servidores tornou-se uma das marcas de sua carreira.
“Serviço público pra mim é uma vocação. Você tem que estar disposta a trabalhar para os outros”, afirmou Maria Ângela.
Conhecida pelo perfil comunicativo e extrovertido, ela diz que sempre conciliou descontração com comprometimento profissional.
Mesmo após mais de 43 anos de atuação, Maria Ângela afirma que ainda não pensa em encerrar definitivamente sua trajetória no serviço público.
Ela conta que frequentemente é comparada por colegas mais antigos a uma servidora conhecida por adiar repetidamente a aposentadoria ao longo dos anos.
Segundo Maria Ângela, a vontade de continuar ativa permanece presente, impulsionada pelo gosto pelo trabalho e pela convivência diária com outras pessoas.
Embora não tenha definido uma data para deixar a Prefeitura, a servidora já imagina algumas atividades que gostaria de desenvolver em uma futura aposentadoria.
Entre seus interesses estão áreas ligadas à decoração, jardinagem e urbanismo, temas que despertam atenção pessoal há muitos anos.
Enquanto esse momento não chega, Maria Ângela segue exercendo suas funções na administração municipal, acumulando uma trajetória iniciada há mais de quatro décadas e acompanhando de perto as transformações que marcaram diferentes fases da história de Jundiaí.