A primeira turma feminina de Escolta e Custódia de Presos em Movimentações Externas da Polícia Penal do Estado de São Paulo completou um ano de atividades. Formada por 11 Policiais Penais, a equipe passou a integrar uma área que historicamente era ocupada apenas por homens e hoje participa de operações ligadas à escolta de presos e custódias hospitalares em diferentes regiões do estado.
Ao longo dos últimos 12 meses, as servidoras acumularam experiência em uma rotina marcada por deslocamentos, segurança e atendimento a demandas externas do sistema prisional paulista. A atuação faz parte da estrutura da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), que destaca o período como um marco para a consolidação da presença feminina nesse tipo de atividade.
Segundo dados divulgados pela Polícia Penal, as integrantes da primeira turma feminina participaram de aproximadamente 5.500 serviços relacionados a escoltas e custódias hospitalares desde o início das operações.
De acordo com o diretor-geral da Polícia Penal, Rodrigo Santos Andrade, a experiência acumulada ao longo do primeiro ano demonstrou resultados considerados positivos para a instituição.
Além da ampliação da força de trabalho disponível para as atividades externas, a presença das policiais também foi associada ao fortalecimento das equipes e à adaptação de uma área tradicionalmente ocupada por homens a uma realidade mais diversa dentro da corporação.
As Policiais Penais femininas participaram de cerca de 5.500 serviços de escolta e custódia hospitalar ao longo do primeiro ano de atuação.
O chefe da Divisão Regional de Segurança Externa, Everton Teixeira, classificou o período como uma etapa de aprendizado para as profissionais que ingressaram na atividade.
Segundo ele, as integrantes da turma tiveram a missão de atuar em um segmento que, até então, era desempenhado exclusivamente por Policiais Penais do sexo masculino. A adaptação exigiu treinamento, integração com as equipes já existentes e desenvolvimento de procedimentos dentro de uma rotina operacional considerada dinâmica.
A entrada das policiais também permitiu ampliar a capacidade de atendimento das demandas ligadas às custódias e às movimentações externas de pessoas privadas de liberdade, revelou a SAP.
Entre as integrantes da equipe estão Luciana Tostes e Fabiana Cavalcanti, servidoras que atuam há dez anos na Secretaria da Administração Penitenciária e passaram a integrar a escolta feminina há um ano.
Para Luciana, a experiência trouxe novos conhecimentos e reforçou a sensação de pertencimento dentro da instituição. Ela afirma que a atuação contribuiu para a construção de uma nova identidade profissional e para demonstrar que a presença feminina pode ocupar espaços tradicionalmente associados a funções masculinas.
Fabiana também destaca o impacto da experiência na carreira. Segundo a policial, o trabalho exige atenção constante e dedicação, características consideradas essenciais para quem atua no sistema prisional.
A Polícia Penal de São Paulo afirma que a experiência da primeira turma feminina continuará sendo acompanhada como parte da expansão das atividades operacionais da corporação. O trabalho das servidoras segue inserido nas demandas diárias de escolta e custódia, áreas que permanecem entre as principais frentes de atuação da segurança externa do sistema penitenciário paulista.