As normas que regulam o uso de ciclomotores em São Paulo seguem diretrizes nacionais e apresentam semelhanças com as regras adotadas em Pequim, mas a convivência com infrações e o uso inadequado desses veículos se tornaram problemas recorrentes nas duas cidades.
O limite de velocidade dos ciclomotores é de até 50 km/h em ambos os locais. A diferença está na forma como essa velocidade pode ser aplicada nas vias. Em São Paulo, o condutor deve respeitar o limite da via, que pode variar entre 10 km/h e 50 km/h. Em Pequim, há uma restrição adicional, proibindo ultrapassar 30 km/h mesmo quando a via permite mais.
A distinção entre ciclomotores e veículos autopropelidos é um dos principais pontos de conflito. A velocidade máxima é o critério central para essa classificação.
O problema surge quando veículos são modificados ou comercializados fora das especificações originais, permitindo que atinjam velocidades superiores sem cumprir as exigências legais.
Apesar de as normas serem claras, a aplicação enfrenta obstáculos práticos. Em Pequim, as autoridades relatam infrações frequentes, incluindo excesso de velocidade e circulação em áreas indevidas.
| Regra | São Paulo | Pequim |
| Velocidade máxima | 50 km/h | 50 km/h |
| Limite na via | Depende da via | Máximo de 30 km/h |
| Capacete | Obrigatório | Obrigatório |
| Habilitação | Obrigatória | Obrigatória |
| Circulação | Vias comuns até 40 km/h | Lado direito da faixa |
Na capital chinesa, também há restrições específicas quanto ao posicionamento do veículo na via, exigindo circulação na parte direita da faixa mais à direita.
A presença de veículos fora da regulamentação nas ciclovias e em áreas destinadas a pedestres tem aumentado o risco de acidentes. A mistura entre ciclistas, usuários de veículos elétricos e condutores de ciclomotores cria situações de conflito no trânsito urbano.
Veículos que aparentam ser bicicletas elétricas, mas operam como ciclomotores, acabam circulando em locais inadequados e ampliando o risco para pedestres e ciclistas.
Em São Paulo, já há registros de equipamentos vendidos como bicicletas elétricas que não atendem às exigências legais e circulam sem registro.
Pequim iniciou a implementação de novas regras para veículos não motorizados, com foco em aumentar a segurança e melhorar a gestão do tráfego. Entre as medidas estão a obrigatoriedade de registro e emplacamento para determinados veículos e reforço no uso de capacete.
Segundo a Folha, o objetivo é reduzir o número de veículos fora de conformidade e limitar a circulação irregular em ciclovias e áreas restritas.
Em São Paulo, o crescimento da frota de veículos elétricos leves ainda ocorre em ritmo acelerado, enquanto a fiscalização e a adaptação às regras seguem em processo de ajuste, com registros frequentes de circulação irregular e dificuldades no controle efetivo nas vias urbanas.