O Jornal Fala Regional recebeu reclamações de que, em Franco da Rocha, a rede municipal de atenção básica ficou fechada desde 24 de dezembro de 2025, com retorno indicado para 2 de janeiro, sob justificativa de “recesso coletivo”; o aviso circulou em rede social e, às 19h35 de 30/12/2025, a informação foi publicada e depois atualizada às 19h51, enquanto moradores cobravam alternativas como revezamento de equipes.
No período informado, os serviços listados como paralisados incluíram unidades e equipamentos de atendimento de rotina, com manutenção apenas do suporte de urgência. A orientação registrada foi:
A linha do tempo relatada pelos moradores começa na véspera do Natal, quando as portas das UBS deixaram de operar, e segue até o início de janeiro, mantendo a procura por procedimentos simples fora do circuito habitual de porta aberta no bairro, conforme os relatos colhidos.

O comunicado, segundo o registro, foi feito por publicação em rede social, classificando o período como recesso coletivo dos servidores. Na prática administrativa, isso desloca a discussão do balcão para a transparência do ato e para a prestação de contas sobre como a capacidade instalada é alocada quando a demanda permanece.
A crítica mais recorrente apontada pela população foi a ausência de um modelo de escala mínima com rodízio de profissionais, hipótese citada como alternativa operacional para não interromper integralmente a atenção básica. O argumento apresentado pelos munícipes foi de continuidade de serviços, sem entrar em valoração, apenas descrevendo a solução sugerida.
Uma dona de casa, que preferiu não se identificar, sintetizou o ponto de fricção com uma frase direta: “A demanda da saúde não tira folga no Natal e no Ano Novo. As pessoas continuam precisando de curativos, de medicação, de acompanhamento. Fechar tudo é deixar a população completamente desassistida”.
Nos relatos reunidos, o episódio foi tratado como parte de uma sequência de interrupções ao longo de 2025, quando as UBS teriam fechado em dias úteis para reuniões internas de alinhamento. A menção, feita por moradores, aparece como registro histórico do cotidiano de atendimento, e não como qualificação do motivo.
Com a atenção básica indisponível, munícipes indicaram que a lógica do fluxo assistencial se concentra nos serviços mantidos, elevando a relevância prática da UPA e do SAMU como portas remanescentes no período. Em termos de gestão, isso foi descrito como um redirecionamento de demanda sem detalhamento numérico, apenas como percepção relatada.
O Jornal Fala Regional registrou que questionou a Prefeitura sobre o motivo de não adotar revezamento de equipes para manter parte das unidades abertas. Até o fechamento da apuração, não havia retorno registrado, mantendo o ponto em aberto no relato público.
A informação que permaneceu válida no registro, durante todo o período descrito, foi que UPA e SAMU continuariam operando normalmente enquanto UBS, CAPS, CECO e Praça da Saúde ficariam em recesso coletivo, com retorno indicado para 2 de janeiro. O espaço segue aberto.