Mairiporã (SP) confirmou neste domingo (6) os 13 vereadores eleitos que vão ocupar cadeiras na Câmara Municipal pelos próximos quatro anos, em uma disputa marcada por pulverização partidária, liderança individual expressiva e quase um quarto do eleitorado fora das urnas. O resultado, consolidado às 19h41, redefine forças políticas locais e antecipa o tom das votações que vão impactar diretamente o cotidiano da cidade.
A cidade acordou em clima de decisão. Ao longo do dia, escolas e prédios públicos receberam eleitores que, entre filas rápidas e conversas discretas, escolheram quem terá a responsabilidade de fiscalizar o Executivo e votar projetos que mexem com orçamento, mobilidade, saúde e crescimento urbano. À noite, com a apuração encerrada, os números desenharam um cenário claro: ninguém governa sozinho.
O nome que lidera a lista é Valdeci América, do Republicanos, que recebeu 2.780 votos, o equivalente a 6,20% dos válidos. Foi a maior votação individual do pleito. O desempenho o coloca como referência política imediata dentro da nova legislatura.
Na sequência aparece Du, do PSD, com 2.344 votos (5,23%). A diferença numérica não apaga um dado político relevante: o PSD saiu com a maior bancada.
O PSD garantiu quatro vagas e será a maior força dentro do plenário. Além de Du, foram eleitos:
O PODE também conquistou três cadeiras, com:
O PSB e o Republicanos ficaram com duas vagas cada. Pelo PSB entram Gleidson Aiacyda (1.347 votos) e Marco Antonio (885). Já o Republicanos, além do mais votado, elegeu Ruty Freitas (703).
Completam a composição Boava, do MDB (829 votos), e Jorge Braúna, do PL (644).
| Partido | Cadeiras |
|---|---|
| PSD | 4 |
| PODE | 3 |
| PSB | 2 |
| Republicanos | 2 |
| MDB | 1 |
| PL | 1 |
Se por um lado a disputa foi definida com margem confortável entre os mais votados, por outro os números revelam um distanciamento relevante do eleitorado. A abstenção atingiu 23,05%. Além disso, houve 5,27% de votos brancos e 4,85% de nulos.
Na prática, quase um terço dos eleitores optou por não escolher nenhum candidato válido. Esse dado pesa politicamente. Câmara forte se constrói também com legitimidade popular ampla.
A nova formação da Câmara impõe negociações constantes. Nenhuma sigla tem maioria isolada. Projetos estratégicos, como plano diretor, orçamento anual e autorizações de investimento, dependerão de diálogo entre bancadas.
Com 13 cadeiras distribuídas entre seis partidos, a próxima legislatura começa sob expectativa de equilíbrio tenso. Lideranças precisarão articular. A cidade, por sua vez, vai cobrar presença, fiscalização e respostas rápidas.