A concessão das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da CPTM entrou nesta quinta-feira, 21 de maio de 2026, em uma nova etapa operacional com o início da chamada prática operacional supervisionada. A fase marca o começo da transição direta das atividades das linhas para a concessionária Trívia, que passa a atuar gradualmente na operação de trens e estações do sistema ferroviário metropolitano de São Paulo.
Apesar da mudança operacional começar agora, a responsabilidade formal pelas linhas segue temporariamente com a CPTM durante o período de adaptação previsto em contrato. A transição terá duração de 60 dias, com acompanhamento técnico e operacional das equipes da companhia estatal.
O novo modelo de concessão prevê que, a partir de 21 de julho, a concessionária assuma integralmente as atividades de operação, manutenção e gestão das três linhas ferroviárias. Mesmo após essa etapa, funcionários da CPTM continuarão atuando nas linhas mediante ressarcimento financeiro feito pela empresa responsável pela concessão.
O contrato firmado para concessão das linhas estabelece um ciclo de investimentos de R$ 14,3 bilhões ao longo de 25 anos. O pacote inclui expansão da malha ferroviária, modernização operacional, reconstrução de estações e ampliação da capacidade de transporte de passageiros.
Segundo o governo paulista, o projeto prevê mais de 22 quilômetros de expansão ferroviária e implantação de oito novas estações. A expectativa é elevar a capacidade operacional das linhas em até 238% ao longo das próximas décadas.
As linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade somam atualmente cerca de 102 quilômetros de extensão.
O sistema deve atender aproximadamente 1,3 milhão de passageiros por dia útil até 2040, de acordo com as projeções apresentadas pelo governo estadual.
Entre as intervenções previstas estão reconstruções completas de estações importantes da Região Metropolitana de São Paulo, incluindo Jundiapeba, Mogi das Cruzes, Estudantes e Itaquaquecetuba.
O projeto também prevê ampliação de estações com grande circulação de passageiros, como Brás, Guaianases e Braz Cubas, além de modernização de sistemas ferroviários e melhorias operacionais.
Parte das obras já começou em diferentes pontos da rede ferroviária. Segundo o governo estadual, intervenções estão em andamento em 23 das 29 estações existentes nas três linhas concedidas, revelou a Agenciasp.
As adequações incluem obras de acessibilidade, reforço de segurança, melhorias de iluminação e preparação estrutural para a nova etapa operacional que será assumida integralmente pela concessionária a partir de julho.