A chegada da Linha 6-Laranja à Freguesia do Ó colocará um dos bairros mais antigos de São Paulo no mapa do metrô ainda em junho. A nova estação integra o primeiro grupo de seis paradas inauguradas pelo Governo de São Paulo e cria uma ligação direta entre regiões historicamente dependentes de ônibus.
Conhecida como linha das universidades por passar perto de importantes instituições de ensino superior, a Linha 6 também atravessará áreas residenciais e comerciais das zonas norte e oeste. Na Freguesia do Ó, o acesso será feito pela Avenida Miguel Conejo, próximo ao núcleo histórico do bairro.
A Estação Freguesia do Ó foi construída a 39,9 metros abaixo da superfície. Ao sair dela, o passageiro estará perto do Largo da Matriz, da Igreja Nossa Senhora do Ó, inaugurada em 1901, do Cemitério Freguesia do Ó e da Casa de Cultura Salvador Ligabue.
A relação do bairro com a história paulistana começou em 1508. A região é a única da capital que preservou a palavra freguesia no nome, termo usado no período colonial para identificar divisões territoriais. Seu núcleo urbano é tombado e reconhecido como patrimônio ambiental urbano pelos órgãos municipais.
A estação também reforçará o acesso a equipamentos públicos instalados na região. Entre eles estão o Hospital Geral de Vila Penteado, referência em atendimentos de média complexidade na Zona Norte, e a Delegacia de Defesa da Mulher localizada na Avenida Itaberaba.
A DDM oferece atendimento especializado e reservado a mulheres vítimas de violência doméstica e familiar, dentro de uma estrutura voltada ao acolhimento com privacidade e segurança.
A Linha 6-Laranja terá mais de 15 quilômetros e 15 estações. A previsão é receber 633 mil passageiros por dia quando estiver em operação completa.
O maior impacto esperado está no tempo de deslocamento. A viagem entre Brasilândia e São Joaquim, atualmente feita de ônibus em cerca de 1h30, deverá cair para 23 minutos. A mudança altera a rotina de quem cruza a cidade para trabalhar, estudar ou acessar serviços públicos.
O projeto é realizado por meio de uma parceria público-privada do Governo de São Paulo com a concessionária Linha Uni. A execução está sob responsabilidade da Acciona, com coordenação da Secretaria de Parcerias em Investimentos, revelou a Agenciasp.
As obras geraram cerca de 10 mil empregos e avançam com a abertura das primeiras seis estações prevista para junho, incluindo a parada da Freguesia do Ó.
Foto: Pablo Jacob/Governo de São Paulo.