Um incêndio de grandes proporções destruiu o galpão principal de uma fábrica e distribuidora de peças para caminhões na Lapa, Zona Oeste de São Paulo, e manteve equipes de emergência mobilizadas por quase 12 horas nesta terça-feira, 23 de junho. Ninguém ficou ferido, mas a estrutura foi comprometida e será demolida por causa do risco de desabamento.
O fogo começou durante a madrugada na Rua Emílio Goeldi, onde a empresa armazena materiais inflamáveis, como plástico e papel. Apenas o vigilante estava no imóvel no início da ocorrência. O proprietário, que mantém o negócio no endereço há 33 anos, informou que um dos três prédios foi totalmente destruído.
A área atingida chega a 10 mil m². Ao longo da operação, 16 viaturas e 45 bombeiros trabalharam para confinar as chamas e impedir que o fogo alcançasse imóveis vizinhos.
A maior preocupação passou a ser a estabilidade das paredes. Como os trilhos ficam ao lado da empresa, um eventual colapso poderia atingir a via ferroviária. Por precaução, os trens no sentido Palmeiras-Barra Funda circularam por apenas uma linha na Estação Lapa e deixaram de atender a Estação Água Branca.
Uma empresa terceirizada foi chamada para demolir a parede principal do prédio. Antes do início do serviço, técnicos da Enel retiram a fiação elétrica da área. O fornecimento de energia para a companhia já havia sido interrompido pela manhã.
A chuva fina registrada na região não prejudicou o trabalho dos bombeiros. A possibilidade de temporal, porém, elevou a preocupação com a estrutura enfraquecida, que pode sofrer colapso sob chuva mais intensa.
Moradores das proximidades relataram cheiro forte de fumaça. A recomendação do Corpo de Bombeiros é manter os ambientes ventilados e deixar o imóvel quando houver concentração elevada de fumaça.
Imagens feitas durante a madrugada mostraram chamas altas tomando o galpão. Depois de horas de combate, o fogo foi confinado, sem possibilidade de propagação para as construções vizinhas.
A causa ainda não foi confirmada. O proprietário mencionou a suspeita de curto-circuito, mas essa hipótese depende de perícia. Equipes técnicas e a Defesa Civil foram acionadas para investigar o início do incêndio e avaliar os riscos para os imóveis próximos e para a ferrovia.
Com o incêndio controlado, a operação entrou na fase de retirada da rede elétrica, demolição da estrutura comprometida e inspeção da área atingida.