A Federação PSDB-Cidadania decidiu que terá uma candidatura majoritária em São Paulo nas eleições de 2026, mas ainda não bateu o martelo sobre o cargo, a escolha agora está entre lançar um nome ao governo estadual ou disputar uma vaga ao Senado.
A decisão foi tomada após reunião da Executiva Nacional da federação, realizada nesta terça-feira, 30 de junho, em meio à reorganização do grupo depois da desistência de Paulo Serra, ex-prefeito de Santo André, que deixou a disputa pelo Palácio dos Bandeirantes.
Entre os nomes cotados estão o deputado federal Alex Manente, do Cidadania, a ex-vereadora e ex-secretária municipal Soninha Francine, também do Cidadania, e o ex-senador José Aníbal, do PSDB.
A definição deve ocorrer até a próxima semana, prazo em que a federação pretende escolher se entra na briga pelo governo paulista ou se concentra força eleitoral na disputa ao Senado.
A mudança no tabuleiro evita, por enquanto, um cenário inédito para o PSDB, que poderia ficar pela primeira vez fora da disputa estadual em São Paulo, estado onde o partido construiu parte importante de sua história política.
Paulo Serra anunciou em 21 de junho que não será mais pré-candidato ao governo paulista e informou que pretende disputar uma vaga de deputado federal, em nota, disse que a decisão veio após reflexão sobre o cenário político e sobre a forma como poderia contribuir para São Paulo e para o país.
A saída de Serra ocorreu um dia depois de Kim Kataguiri, do União Brasil, também retirar sua pré-candidatura ao governo paulista, o que mexeu no espaço de candidaturas fora da polarização principal no estado.
Até agora, entre partidos com representação no Congresso, aparecem como nomes na disputa pelo governo de São Paulo o governador Tarcísio de Freitas, do Republicanos, e Fernando Haddad, do PT.
Outro partido que avalia lançar candidato é o Missão, criado no fim do ano passado por integrantes do MBL, mas ainda sem decisão anunciada.
Segundo o G1, o impasse deixa a federação diante de uma escolha prática, entrar numa campanha de governo contra nomes já conhecidos no estado ou buscar uma vaga ao Senado, onde uma candidatura única pode custar menos e preservar mais força política para 2026.