Passados 30 dias da explosão que atingiu o Jaguaré, na Zona Oeste da capital paulista, o cenário na região passou a ser marcado por ações de assistência, recuperação de imóveis e definição de soluções habitacionais para os moradores afetados. O trabalho vem sendo conduzido por órgãos estaduais em conjunto com as concessionárias envolvidas, enquanto as investigações sobre as causas do acidente continuam em andamento.
Segundo o balanço divulgado pelo Governo de São Paulo, todas as 66 famílias que tiveram as moradias completamente comprometidas já contam com uma alternativa habitacional definida, seja em caráter permanente ou temporário. Paralelamente, mais de 800 pessoas receberam indenizações emergenciais destinadas a amenizar os impactos imediatos provocados pela explosão.
A Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação coordenou a busca por soluções para os moradores que perderam suas casas. Entre as opções apresentadas estavam apartamentos mobiliados da CDHU, carta de crédito para aquisição de imóveis, indenizações financeiras e auxílio-aluguel.
Dos 66 núcleos familiares diretamente afetados, 44 já avançaram para soluções consideradas definitivas.
Os imóveis disponibilizados e as unidades locadas temporariamente foram entregues mobiliados e equipados. Até a conclusão dos processos de mudança, as famílias permanecem hospedadas em hotéis custeados pela Comgás.
Além das soluções habitacionais, as concessionárias realizaram pagamentos emergenciais para moradores impactados pela explosão.
A Sabesp informou ter concedido auxílio imediato de R$ 5 mil para 804 pessoas atingidas de alguma forma pelo acidente. Os valores relacionados às indenizações e aos programas habitacionais também foram assumidos pelas concessionárias.
As ações envolveram desde moradia e apoio financeiro até atendimento psicológico e emissão de novos documentos para moradores que perderam pertences durante a explosão.
O Poupatempo Móvel foi deslocado para a região com o objetivo de facilitar a emissão de documentos e outros serviços necessários às famílias.
As equipes técnicas seguem atuando na recuperação da área afetada. A Sabesp realizou vistorias em 302 imóveis localizados no entorno da explosão.
Dos imóveis que apresentaram danos estruturais, 39 já tiveram os reparos concluídos e outros seis permanecem em obras.
Nos prédios localizados próximos ao ponto da explosão, a situação também avançou. Dos 488 apartamentos avaliados, 92% já receberam indenizações ou passaram por intervenções como substituição de vidros, esquadrias e outros reparos.
Segundo o governo, mais de 200 profissionais atuaram diariamente nas atividades de recuperação promovidas pelas concessionárias.
A explosão também provocou mudanças na fiscalização de obras realizadas em áreas onde há compartilhamento de infraestrutura subterrânea.
A Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo implementou uma força-tarefa para ampliar o monitoramento dessas intervenções, além de revisar procedimentos operacionais e criar um grupo técnico permanente voltado à prevenção de acidentes.
A investigação conduzida pela agência reguladora continua em andamento e deverá apontar responsabilidades relacionadas ao incidente. Ao término do processo, poderão ser aplicadas sanções previstas nos contratos de concessão.
Segundo a Agenciasp, enquanto isso, a CDHU desenvolve estudos técnicos para a reconstrução da área atingida, e as famílias seguem sendo acompanhadas por equipes de assistência social e pela Defensoria Pública na definição das etapas seguintes relacionadas à moradia e à recuperação dos prejuízos provocados pela explosão registrada em 11 de maio.