A vitória da Seleção Brasileira por 2 a 1 sobre o Egito, em Cleveland, nos Estados Unidos, serviu como um dos últimos testes antes da estreia na Copa do Mundo. O resultado deixou Carlo Ancelotti satisfeito principalmente pelo desempenho apresentado durante a maior parte da partida, embora o treinador tenha apontado aspectos que ainda precisam ser corrigidos.
Após o amistoso, o técnico afirmou que a atuação fortaleceu suas convicções para o início do Mundial. Segundo ele, o Brasil executou o plano de jogo de forma eficiente durante os primeiros 60 minutos, período que considerou o melhor momento da equipe na partida.
“Mais certeza, porque eu acho que a equipe está bem. Sessenta minutos de jogo foram um jogo muito bom, a nível defensivo, a nível ofensivo, pressionamos alto, bem, a equipe jogou com intensidade.”
Ancelotti destacou que a Seleção conseguiu manter organização defensiva, intensidade na marcação e presença ofensiva. O treinador avaliou que a equipe respeitou a estratégia definida para o confronto e apresentou sinais positivos às vésperas da Copa.
Apesar da avaliação positiva, o italiano reconheceu que o Brasil perdeu o controle da partida na reta final. Depois de abrir vantagem no placar, a equipe passou a ter mais dificuldade para administrar a posse de bola e controlar o ritmo do jogo.
Segundo Ancelotti, o time acelerou jogadas em profundidade quando a situação exigia maior paciência para manter a posse e reduzir os espaços oferecidos ao adversário.
O treinador também observou que o Egito encontrou alternativas táticas durante o confronto. As mudanças no sistema defensivo dificultaram a criação brasileira na segunda etapa e reduziram os espaços para infiltrações.
Um dos destaques da noite foi Endrick. O atacante saiu do banco de reservas e marcou o gol que garantiu a vitória brasileira. O desempenho aumentou o debate sobre uma possível mudança no setor ofensivo, mas Ancelotti evitou indicar alterações imediatas.
O técnico elogiou a capacidade de finalização do jogador e ressaltou sua força física dentro da área. Ao mesmo tempo, fez questão de destacar a importância de Matheus Cunha para a construção das jogadas e para o funcionamento coletivo da equipe.
“O Endrick tem essa qualidade, é muito potente, bem posicionado na área, tem oportunidade, marcou um gol importante para nós. Acho que todos os jogadores são importantes, com diferentes características. O Mateus (Cunha) pode não finalizar como o Endrick, mas é muito importante para a construção do jogo”
Mesmo sem divulgar oficialmente a escalação, Ancelotti confirmou que já possui uma ideia clara da formação que pretende utilizar contra o Marrocos no dia 13, em Nova Jersey.
Entre os jogadores citados pelo treinador, Vinícius Júnior e Raphinha receberam elogios pela parceria demonstrada diante do Egito. Segundo o técnico, a movimentação da dupla gerou oportunidades e ajudou o Brasil a criar situações perigosas durante o amistoso.
Além do ataque, o treinador comentou a situação defensiva. Marquinhos e Gabriel Magalhães ainda buscam maior integração após período reduzido de treinamentos, mas a expectativa da comissão técnica é que ambos estejam plenamente preparados para a estreia.
A preocupação imediata envolve Wesley. O lateral sofreu problema físico e aguarda diagnóstico definitivo. Enquanto isso, Ancelotti afirmou que Danilo surge como principal alternativa para a posição, além da possibilidade de utilização de Ibañez em determinados cenários.
Com o ciclo de amistosos encerrado, a Seleção inicia agora a última semana de preparação para a Copa do Mundo. O Brasil integra o Grupo C e terá pela frente Marrocos, Haiti e Escócia na primeira fase, enquanto a comissão técnica acompanha a recuperação de jogadores lesionados e define os últimos ajustes antes da estreia.