Uma operação realizada pela Neoenergia Elektro com apoio da Polícia Civil terminou com a prisão em flagrante de um empresário acusado de furtar energia elétrica em Franco da Rocha, na Região Metropolitana de São Paulo. A ação ocorreu em uma fábrica de artigos metálicos localizada no bairro Vila Josefina e identificou uma ligação clandestina no sistema de fornecimento de energia.
Segundo a distribuidora, a fraude permitiu o desvio de mais de 580 MWh. De acordo com a estimativa apresentada pela empresa, esse volume seria suficiente para abastecer aproximadamente 3.250 residências durante um mês, alcançando mais de 10 mil pessoas.
O caso é o quarto registro de prisão relacionado a furto de energia identificado pela concessionária apenas neste ano. A descoberta ocorreu durante uma operação de fiscalização direcionada ao combate de irregularidades no sistema elétrico.
As ações de combate ao furto de energia vêm se intensificando em toda a área de concessão da Neoenergia Elektro nos estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul.
Entre janeiro e maio de 2026, a energia recuperada em operações contra ligações clandestinas seria suficiente para abastecer quase 26 mil residências por 30 dias, segundo dados da distribuidora.
Poucas semanas antes da ocorrência em Franco da Rocha, outra operação resultou na prisão em flagrante de um homem em Bertioga, no litoral paulista. Na ocasião, análises compartilhadas pela concessionária com a Polícia Civil apontaram adulterações em sistemas de medição de dois supermercados e duas adegas localizados no Balneário Mogiano.
A energia desviada pelos quatro estabelecimentos chamou atenção dos investigadores. O volume identificado seria capaz de abastecer cerca de 5.350 residências durante um mês.
O furto de energia elétrica é enquadrado no artigo 155 do Código Penal brasileiro.
Segundo a legislação, responsáveis por fraudes, adulterações de medidores ou ligações clandestinas podem responder criminalmente pelo desvio de energia.
A distribuidora afirma que o impacto das fraudes vai além do prejuízo financeiro. Alterações irregulares na rede podem aumentar riscos de acidentes, sobrecarga de equipamentos e interrupções no fornecimento.
As fiscalizações realizadas ao longo do ano encontraram irregularidades em diversos segmentos comerciais.
Segundo a Neoenergia Elektro, já foram identificados casos envolvendo supermercados, adegas, padarias, postos de combustíveis e outros empreendimentos.
Em Santa Cruz das Palmeiras e Tambaú, uma operação resultou na prisão em flagrante de quatro pessoas suspeitas de participação em desvios de energia em um supermercado. O volume recuperado naquele caso seria suficiente para abastecer cerca de 2,9 mil residências durante um mês.
Outra ação conjunta entre a concessionária, a Polícia Civil e o Instituto de Criminalística do Estado de São Paulo levou à prisão de cinco pessoas em Franco da Rocha e Porto Ferreira. As investigações apontaram o desvio de aproximadamente 470 MWh destinados a mercados, residências, um bar e uma pizzaria.
A distribuidora informou que ampliou investimentos em sistemas de inteligência, monitoramento e análise de consumo para identificar possíveis irregularidades na rede elétrica.
Além das ferramentas tecnológicas, equipes realizam inspeções periódicas em campo para verificar situações consideradas atípicas e confirmar eventuais adulterações.
Segundo a empresa, os trabalhos continuarão sendo realizados em toda a área de concessão. As denúncias de furto de energia podem ser feitas de forma anônima pelos canais de atendimento da concessionária, enquanto novas operações seguem em andamento com apoio das autoridades policiais para identificar outras fraudes no sistema elétrico.