Os números da remuneração corporativa nos Estados Unidos atingiram um novo patamar em 2025. No topo da lista aparece Elon Musk, principal executivo da Tesla e da SpaceX, com um pacote avaliado em US$ 132,3 bilhões, equivalente a cerca de R$ 667,8 bilhões. O valor colocou o empresário em uma categoria sem precedentes dentro do mercado corporativo americano.
Os dados fazem parte do levantamento anual realizado pela empresa de pesquisa Equilar para o jornal The New York Times. O estudo acompanha a remuneração dos principais executivos de empresas de capital aberto e mostrou que a distância entre os maiores salários e a remuneração dos trabalhadores comuns continua aumentando.
A diferença registrada entre Musk e um funcionário mediano da Tesla alcançou uma proporção estimada em 2,5 milhões para um. Nem mesmo os demais executivos que aparecem entre os mais bem pagos do país se aproximaram do resultado alcançado pelo empresário.
O segundo colocado da lista foi Dylan Field, executivo da Figma, plataforma de design digital que se tornou uma das empresas mais observadas do setor de tecnologia.
Seu pacote de remuneração alcançou US$ 864,4 milhões. Embora o valor seja considerado extraordinário para os padrões corporativos, ele representa apenas uma pequena fração da remuneração atribuída a Musk.
Outro destaque do levantamento foi Shankh Mitra, da Welltower, empresa do setor imobiliário voltada para saúde, com remuneração de US$ 821 milhões.
| Executivo | Empresa | Remuneração |
|---|---|---|
| Elon Musk | Tesla | US$ 132,3 bilhões |
| Dylan Field | Figma | US$ 864,4 milhões |
| Shankh Mitra | Welltower | US$ 821 milhões |
O estudo também apontou que outros sete executivos receberam mais de US$ 100 milhões durante o ano, estabelecendo um novo recorde histórico.
A pesquisa mostrou que a remuneração mediana dos cem CEOs mais bem pagos dos Estados Unidos chegou a US$ 39,4 milhões em 2025.
O valor representa crescimento de 35,8% em apenas um ano, movimento que reforça uma tendência observada há décadas nos mercados financeiros americanos.
A análise histórica revela uma ampliação constante da distância salarial dentro das grandes corporações.
O resultado reacendeu discussões sobre governança corporativa, remuneração baseada em ações e concentração de riqueza nas companhias listadas em bolsa.
Grande parte da remuneração atribuída a Musk está ligada a pacotes de ações vinculados ao desempenho das empresas que lidera.
Na Tesla, um programa criado em 2018 estabeleceu metas ambiciosas de crescimento e valorização. Como os objetivos foram alcançados, a remuneração originalmente estimada em US$ 2,2 bilhões passou a valer aproximadamente US$ 127,7 bilhões após a forte alta das ações.
Além disso, Musk mantém uma participação acionária relevante na fabricante de veículos elétricos.
Segundo os cálculos apresentados pela Equilar, sua participação na Tesla alcança atualmente cerca de US$ 301 bilhões.
O crescimento da SpaceX também ampliou as projeções sobre o patrimônio do empresário. A companhia aeroespacial trabalha com expectativa de avaliação próxima de US$ 1,8 trilhão em uma futura oferta pública de ações.
Considerando as participações atuais e potenciais metas futuras, a fatia de Musk na empresa poderia alcançar até US$ 864 bilhões.
A combinação entre Tesla e SpaceX levou analistas a discutir a possibilidade de Musk se tornar o primeiro trilionário da história em patrimônio pessoal.
Apesar das controvérsias envolvendo remuneração executiva, os defensores dos modelos adotados argumentam que o crescimento das empresas também gerou ganhos expressivos para investidores. Desde a abertura de capital da Tesla, em 2010, as ações acumularam valorização superior a 26.000%, transformando a companhia em uma das maiores histórias de crescimento do mercado financeiro moderno.
Segundo a Folha, enquanto investidores acompanham os próximos passos da Tesla e da SpaceX, o debate sobre os limites da remuneração corporativa continua ganhando espaço entre acionistas, reguladores e especialistas em governança, especialmente diante da rápida expansão dos pacotes bilionários observados nos últimos anos.