A recuperação de aproximadamente 40 mil livros do acervo da Biblioteca Municipal Monteiro Lobato, realizada em 29 de abril de 2026, revelou um cenário de descarte inadequado que levou à abertura de investigações formais. Os exemplares foram localizados e armazenados no almoxarifado da Central de Educação de Osasco, após terem sido encontrados em condições consideradas impróprias.
A prefeitura contratou um instituto especializado para avaliar tecnicamente o estado das obras e determinar se há possibilidade de recuperação e preservação. O diagnóstico ainda não foi divulgado.
Registros em vídeo mostram livros acondicionados em grandes sacos plásticos, alguns expostos a condições inadequadas. O material, que integra o acervo público, teria sido retirado da biblioteca sem explicação clara até o momento.
O motivo do descarte e a identificação dos responsáveis ainda não foram esclarecidos oficialmente.
O Ministério Público de São Paulo instaurou um inquérito para investigar possível lesão ao patrimônio público e cultural. A apuração inclui:
Foram solicitados à prefeitura documentos que justifiquem a decisão, incluindo avaliações sanitárias, pareceres técnicos e estudos de conservação. Também foi requisitada a identificação de comissões ou órgãos que autorizaram a medida.
O espaço permanece fechado desde 2020, sob justificativa de reforma iniciada durante a pandemia. Desde então, não houve reabertura nem apresentação de cronograma público para retomada das atividades.
Segundo a CNN, antes disso, a biblioteca era considerada referência cultural na cidade. Inaugurada em sua sede própria em 28 de dezembro de 1996, chegou a receber cerca de mil visitantes por dia e mantinha um acervo de aproximadamente 27 mil obras, além de uma hemeroteca com registros históricos.
Nos anos 1990, o local reunia setores especializados, incluindo:
A estrutura ocupava cerca de 1,8 mil metros quadrados e foi construída em parceria com a iniciativa privada, com obras concluídas em aproximadamente 90 dias.
A prefeitura anunciou a abertura de sindicância interna para apurar responsabilidades administrativas. O Ministério Público segue aguardando documentos técnicos e justificativas formais para o descarte.
Enquanto isso, o acervo recuperado permanece sob análise, sem definição sobre quantos exemplares poderão ser restaurados ou reintegrados ao patrimônio público.