Uma operação da Polícia Civil de São Paulo contra a pirataria de produtos ligados à Copa do Mundo terminou nesta quinta-feira (28) com a apreensão de milhares de itens falsificados em regiões tradicionais do comércio popular da capital paulista. A ação foi conduzida por equipes do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e teve como foco principal a venda irregular de camisas esportivas e materiais ligados ao torneio internacional.
Segundo o governo paulista, os policiais recolheram cerca de 2 mil camisas falsificadas de seleções que disputarão a Copa do Mundo, incluindo modelos da seleção brasileira. Também foram apreendidos aproximadamente 85 mil álbuns e figurinhas sem comprovação de origem legal.
A operação foi concentrada em pontos conhecidos pelo grande fluxo de comércio popular, como a Avenida Valtier, na região do Canindé, além das ruas 24 de Maio e Dom José de Barros, na República, área central da cidade de São Paulo.
As equipes da 1ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG) Antipirataria fizeram fiscalizações em lojas e estabelecimentos suspeitos de comercializar mercadorias sem autorização das marcas responsáveis pelos produtos oficiais da Copa.
Durante a ação, cinco pessoas foram presas em flagrante. De acordo com a Polícia Civil, os envolvidos responderão por crimes relacionados à propriedade industrial e à comercialização de produtos falsificados previstos na Lei Geral do Esporte.
O material apreendido foi encaminhado para análise e permanecerá sob responsabilidade das autoridades policiais.
A ação teve como alvo regiões historicamente associadas ao comércio informal e à circulação de mercadorias falsificadas na capital paulista.
A proximidade da Copa do Mundo costuma elevar a procura por camisas de seleções, álbuns e figurinhas entre torcedores e colecionadores. Esse movimento também amplia a circulação de produtos pirateados em centros comerciais populares, principalmente em grandes cidades.
No caso das figurinhas apreendidas, a polícia informou que os materiais não possuíam procedência legal. Já as camisas reproduziam modelos de seleções nacionais sem autorização das fabricantes ou detentoras dos direitos comerciais.
A ofensiva contra a pirataria acontece em meio ao aumento das vendas informais relacionadas ao futebol nas semanas que antecedem o Mundial. Produtos ligados à seleção brasileira costumam liderar a procura em áreas de comércio popular.
A Polícia Civil informou que as apurações continuam para identificar fornecedores e possíveis centros de distribuição dos materiais apreendidos. A suspeita é de que parte dos produtos circulasse em diferentes pontos comerciais da capital antes da chegada da Copa do Mundo.
Os investigadores também analisam a origem das mercadorias recolhidas durante a operação desta quinta-feira, especialmente os lotes de figurinhas e camisas encontrados nas lojas fiscalizadas no centro da cidade.