Uma ação promocional criada para aproveitar o entusiasmo em torno da Copa do Mundo de 2026 acabou produzindo um efeito inesperado para a Coca-Cola. A empresa iniciou o recolhimento de garrafas que tiveram os rótulos violados por consumidores interessados em retirar as figurinhas promocionais anexadas às embalagens.
O problema atingiu pontos de venda em diferentes locais e obrigou a fabricante a assumir os prejuízos relacionados aos produtos danificados. Como as embalagens não podem ser comercializadas sem seus rótulos originais, as garrafas afetadas acabam sendo retiradas das prateleiras e substituídas.
A campanha foi desenvolvida em parceria com a Panini, responsável pelo tradicional álbum da Copa do Mundo. A proposta consiste em distribuir figurinhas oficiais no verso dos rótulos de garrafas promocionais da Coca-Cola Original e Coca-Cola Zero Açúcar.
A promoção envolve atletas conhecidos do futebol internacional e despertou grande interesse entre colecionadores.
Entre os jogadores presentes na campanha estão nomes como Lamine Yamal, Virgil van Dijk, Harry Kane e o brasileiro Gabriel Magalhães.
Segundo informações divulgadas pela empresa, a ação integra uma iniciativa global com previsão de distribuição de cerca de 1 bilhão de figurinhas em diversos países.
O problema surgiu quando consumidores passaram a remover os rótulos diretamente nas lojas para verificar ou retirar as figurinhas, inutilizando os produtos para comercialização.
Sem o rótulo original, a embalagem deixa de atender aos requisitos necessários para permanecer à venda no varejo.
Com a impossibilidade de comercializar as unidades danificadas, a responsabilidade financeira recai sobre a fabricante responsável pela promoção.
A Coca-Cola confirmou que está realizando procedimentos de recolhimento e substituição dos produtos afetados.
Segundo a companhia, estabelecimentos que identificarem embalagens violadas podem acionar as equipes comerciais responsáveis para adoção das medidas necessárias.
A empresa afirma que a iniciativa continua registrando forte adesão do público e que a promoção segue normalmente dentro do período previsto.
No Brasil, a ação promocional foi válida entre 15 de abril e 15 de junho.
As figurinhas foram distribuídas em garrafas de 600 ml e também em embalagens de 2,5 litros.
Embora não tenham sido divulgados números específicos sobre a quantidade de figurinhas colocadas em circulação no mercado brasileiro, a campanha integra uma estratégia internacional de grande escala.
| Informação | Detalhe |
|---|---|
| Parceria | Coca-Cola e Panini |
| Período da campanha | 15 de abril a 15 de junho |
| Figurinhas globais | 1 bilhão de unidades |
| Embalagens participantes | 600 ml e 2,5 litros |
| Jogadores da ação | 14 atletas internacionais |
Além dos prejuízos comerciais, especialistas apontam que a retirada das figurinhas diretamente nas lojas pode resultar em responsabilização criminal.
A prática pode ser enquadrada em dispositivos do Código Penal relacionados a furto e deterioração de patrimônio alheio, dependendo das circunstâncias verificadas pelas autoridades.
Os varejistas também possuem mecanismos legais para exigir o pagamento de mercadorias que tenham sido danificadas dentro dos estabelecimentos.
Enquanto a campanha se aproxima do encerramento previsto para junho, a Coca-Cola segue recolhendo embalagens comprometidas e realizando a reposição dos produtos afetados junto aos pontos de venda participantes da ação promocional da Copa do Mundo de 2026.