O Chevrolet Equinox Activ desembarcou no Brasil com a missão de ocupar um espaço cada vez mais difícil no mercado. Enquanto marcas aceleram a eletrificação e SUVs chineses ampliam a pressão sobre preços, a GM decidiu apostar em um utilitário médio tradicional, equipado apenas com motor a combustão, tração integral e forte pacote tecnológico.
A proposta da versão Activ é diferente da RS, mesmo custando exatamente os mesmos R$ 291.290. Enquanto a RS tenta transmitir esportividade visual, a Activ mira um perfil mais aventureiro e confortável, com suspensão percebida como mais suave e acabamento interno mais acolhedor.
O visual chama atenção especialmente na tonalidade Verde Cacti. A dianteira traz grade preta com detalhes escurecidos, iluminação full LED e rodas diamantadas de 19 polegadas, enquanto barras no teto e para-choque volumoso reforçam a ideia de robustez.
Dentro da cabine, o Equinox Activ consegue transmitir sensação mais sofisticada que a versão RS. A Chevrolet aplicou materiais em tons claros, acabamento bege e detalhes em preto brilhante para criar um ambiente mais confortável visualmente.
O SUV aposta em conforto e conectividade para competir em uma faixa de preço próxima de modelos premium de entrada.
O painel reúne duas telas digitais integradas, mas mantém comandos físicos para funções importantes, algo cada vez mais raro no segmento. O modelo também oferece:
O porta-malas leva 469 litros e conta com tampa elétrica com ajuste de altura. A cabine também oferece nichos amplos, bons espaços para garrafas e sensação de espaço acima da média.
Sob o capô, o Equinox Activ mantém o conhecido motor 1.5 Ecotec Turbo de quatro cilindros, entregando 177 cavalos a 5.600 rpm e 28 kgfm a 2.000 rpm. O câmbio automático de oito marchas trabalha junto da tração AWD selecionável.
Na prática, o desempenho é suficiente para o porte do SUV. O modelo acelera de 0 a 100 km/h em 9,4 segundos e atinge 195 km/h. O torque em baixa rotação favorece retomadas suaves e viagens silenciosas.
O ponto mais criticado está justamente na relação entre motor e transmissão. Em algumas situações, surgem trancos e trocas pouco refinadas, algo que pesa ainda mais em um carro próximo dos R$ 300 mil.
Ainda assim, o conjunto mostra eficiência no consumo:
| Condição | Consumo |
|---|---|
| Cidade | 9,4 km/l |
| Estrada a 80 km/h | 17,3 km/l |
| Estrada a 100 km/h | 15,9 km/l |
| Estrada a 120 km/h | 13,1 km/l |
O maior desafio do Equinox Activ aparece quando o assunto vira concorrência. O Ford Territory custa R$ 219.900 e entrega proposta semelhante, embora sem tração AWD. Já o Jeep Compass Blackhawk Hurricane 2.0 Flex custa R$ 278.990 e oferece desempenho muito superior.
O Volkswagen Tiguan aparece acima do Equinox em preço, chegando a R$ 299.990, mas também entrega motorização mais forte e posicionamento mais próximo do segmento premium.
A ausência de um motor 2.0 turbo no Equinox brasileiro reforça críticas ao custo-benefício do SUV. Nos Estados Unidos, existe um propulsor 2.0 turbo de 272 cavalos e 40,8 kgfm ligado ao modelo, mas a GM atualmente comercializa essa motorização apenas como crate engine para projetos de customização.
Mesmo sem desempenho esportivo, o Equinox Activ mantém atributos importantes. A suspensão mais confortável que a RS melhora a condução em ruas ruins, a direção responde rapidamente e o pacote ADAS amplia a sensação de segurança no uso diário.
A Chevrolet segue apostando no SUV como uma alternativa para consumidores que ainda preferem um utilitário médio tradicional a combustão, mesmo em um cenário onde modelos híbridos e elétricos avançam rapidamente no mercado brasileiro.