O primeiro gol da Copa do Mundo de 2026 já tem dono. Julián Quiñones colocou seu nome definitivamente na história do torneio ao abrir o placar para o México diante da África do Sul na partida inaugural disputada no Estádio Azteca, na Cidade do México.
O lance aconteceu ainda nos minutos iniciais do confronto. Após erro na saída de bola da seleção sul-africana, Erik Lira recuperou a posse e deixou Quiñones em condição de finalizar. O atacante bateu rasteiro e venceu o goleiro Ronwen Williams, levando milhares de torcedores mexicanos à comemoração e registrando o primeiro gol da competição disputada por Estados Unidos, México e Canadá.
O Estádio Azteca já ocupava lugar especial na memória das Copas do Mundo antes mesmo do início da edição de 2026. O estádio mexicano se tornou o primeiro da história a receber partidas de três Mundiais diferentes e voltou a ser protagonista na abertura do torneio.
Foi nesse cenário que Quiñones passou a integrar um grupo restrito de jogadores responsáveis por marcar o primeiro gol de uma edição da Copa do Mundo.
O atacante aproveitou uma falha da defesa da África do Sul e transformou uma oportunidade clara em um dos gols mais importantes de sua carreira.
Além do gol, o México controlou boa parte das ações da partida. A equipe criou as principais oportunidades ofensivas, acertou a trave com o próprio Quiñones ainda no primeiro tempo e contou com o apoio constante da torcida presente no Azteca.
A trajetória de Quiñones foge do roteiro tradicional dos protagonistas de Copa do Mundo. Nascido em Cali, na Colômbia, ele iniciou sua carreira no futebol de base antes de se transferir para o México ainda jovem.
Em 2016, foi contratado pelo Tigres. Sem espaço imediato, acumulou empréstimos para clubes como Venados e Lobos BUAP, período que ajudou na adaptação ao futebol mexicano.
O salto definitivo aconteceu durante sua passagem pelo Atlas. Pelo clube, participou da campanha que encerrou um jejum de aproximadamente sete décadas sem títulos nacionais. As conquistas impulsionaram sua carreira e consolidaram sua imagem dentro do futebol mexicano.
Após anos atuando no país, Quiñones obteve a cidadania mexicana em outubro de 2023. Pouco tempo depois recebeu sua primeira convocação para a seleção nacional.
A decisão transformou sua carreira. O atacante passou a integrar regularmente o elenco mexicano e chegou ao Mundial vivendo uma das melhores fases de sua trajetória profissional.
Desde 2024, ele atua pelo Al-Qadsiah, da Arábia Saudita. Na temporada mais recente antes da Copa do Mundo, terminou como artilheiro da liga local ao marcar 33 gols em 31 partidas, desempenho que reforçou sua condição de titular na equipe comandada por Javier Aguirre.
Poucos jogadores conseguem associar sua carreira a um momento permanente da história dos Mundiais. O primeiro gol de cada edição costuma permanecer registrado por décadas em estatísticas, documentários e livros sobre a competição.
Ao balançar as redes diante da África do Sul, Quiñones garantiu um espaço reservado entre personagens que marcaram épocas diferentes do torneio. O feito ganhou ainda mais repercussão por acontecer diante da torcida mexicana, no jogo de abertura e em um dos estádios mais emblemáticos do futebol mundial.
Enquanto a Copa do Mundo de 2026 segue com a disputa dos demais grupos e a estreia das outras seleções, o nome de Julián Quiñones já aparece definitivamente entre os registros históricos da competição após o gol que inaugurou o placar do Mundial no Azteca.