A cidade de São Paulo registrou 995 casos de roubos de alianças entre janeiro e março de 2026, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública divulgados no Portal da Transparência. O número equivale a aproximadamente um crime a cada duas horas na capital.
No estado, o total chega a 1.805 ocorrências no mesmo período, o que representa um caso a cada uma hora e dez minutos. Apesar da alta incidência, houve redução de 8,8% em comparação ao primeiro trimestre de 2025, quando foram registrados 1.092 episódios.
As ocorrências não estão concentradas apenas em áreas periféricas. Regiões tradicionais e de alto padrão aparecem entre as mais afetadas, indicando uma mudança no perfil dos alvos.
Em bairros como Moema, relatos apontam aumento da sensação de insegurança e percepção de falhas no policiamento.
Relatos indicam que crimes acontecem em diferentes horários e com atuação rápida, geralmente envolvendo motociclistas em grupo
Testemunhos de quem vive ou trabalha nas regiões afetadas indicam um padrão recorrente. As ações são rápidas, com abordagem direta e retirada imediata de objetos de valor, principalmente alianças, correntes e relógios.
Há registros de vítimas sendo abordadas por mais de um suspeito, frequentemente em vias movimentadas. Em alguns casos, a resposta policial demora mais de 20 minutos, segundo relatos.
Um episódio recente intensificou a preocupação. No dia 19/04/2026, um homem de 46 anos morreu após ser atingido na cabeça ao tentar ajudar um casal durante uma tentativa de assalto na Avenida Juriti, em Moema.
O caso evidenciou o nível de risco envolvido nesse tipo de crime e reforçou o alerta entre comerciantes e moradores.
Diante da frequência dos crimes, algumas áreas passaram a adotar soluções improvisadas. Há registros de câmeras com alertas sonoros indicando risco elevado de assaltos em determinados pontos.
A presença policial também tem sido reforçada em momentos específicos, com circulação de viaturas em regiões críticas, embora sem padrão constante.
Segundo a Cbn, a repetição dos casos tem levado moradores a mudar hábitos, evitando o uso de objetos de valor em vias públicas. A percepção geral é de que não há mais horário considerado seguro, com ocorrências registradas durante manhã, tarde e noite.
Enquanto isso, o volume de casos segue elevado, com registros contínuos no Portal da Transparência e monitoramento das autoridades, sem indicação de redução significativa no curto prazo.