O Sport encontrou dificuldades no começo da partida e sofreu pressão da Ponte Preta em jogadas pelas laterais. David da Hora, Bryan Borges e Diego Tavares criaram boas oportunidades, principalmente em transições rápidas. Ainda assim, o time pernambucano conseguiu equilibrar a posse de bola e passou a crescer ofensivamente após sofrer o primeiro gol.
A igualdade veio aos 30 minutos da etapa inicial. Felipinho tabelou com Perotti, recebeu novamente dentro da área e finalizou no canto esquerdo de Diogo Silva. O empate mudou o ritmo do confronto e deu mais confiança ao Sport.
Nos acréscimos do primeiro tempo, um cruzamento de Felipinho terminou em toque de braço de Danilo Barcelos após escorregão dentro da área. O árbitro foi chamado ao VAR, confirmou o pênalti e Barletta virou a partida com uma cobrança no meio do gol.
A Ponte voltou pressionando depois do intervalo, mas perdeu uma chance clara com David da Hora cara a cara com Thiago Couto. Pouco depois, o Sport ampliou. Barletta recebeu lançamento pela esquerda, chegou à linha de fundo e cruzou para Perotti marcar o terceiro.
O cenário ficou mais complicado para os visitantes aos 24 minutos, quando Marcelo Ajul foi expulso após falta em David da Hora. Mesmo com um jogador a menos, o Sport conseguiu suportar a pressão da Ponte, que acumulou cruzamentos e bolas paradas sem conseguir diminuir.
A principal reclamação dos donos da casa aconteceu aos 35 minutos. Rodriguinho aproveitou bate-rebate dentro da área e mandou para as redes, mas o lance foi revisado pelo VAR. A arbitragem identificou falta sobre o goleiro Thiago Couto e anulou o gol.
A partida teve nove minutos de acréscimo e terminou sob clima de irritação entre jogadores das duas equipes, com cartões amarelos distribuídos após discussões em campo.
A derrota aumenta um ambiente já turbulento no clube campineiro. Antes da partida, relatos sobre atrasos salariais envolvendo jogadores e funcionários voltaram a ganhar força. O cenário extracampo se soma ao desempenho irregular da equipe, que terminou a rodada próxima da zona de rebaixamento.
Além disso, a Ponte não contou com o técnico Rodrigo Santana no banco de reservas. Punido pelo STJD após expulsão contra o Atlético-GO na Copa do Brasil, o treinador cumpriu suspensão e viu o auxiliar Gabriel Remédio comandar o time à beira do gramado.
Com o resultado em Campinas, o Sport chegou aos 16 pontos e assumiu a liderança da Série B após oito rodadas. A equipe comandada por Márcio Goiano segue invicta, com quatro vitórias e quatro empates, além de embalar uma sequência positiva iniciada após a classificação para a semifinal da Copa do Nordeste.
O time pernambucano voltou a mostrar eficiência ofensiva mesmo finalizando menos vezes que a Ponte Preta. Foram nove conclusões contra 13 dos mandantes, mas com maior aproveitamento nas principais oportunidades criadas.
A Ponte Preta, por outro lado, permaneceu com sete pontos e encerrou a rodada pressionada na parte de baixo da tabela. O clube volta a campo nos próximos dias ainda cercado por dúvidas dentro e fora do gramado.
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