Pirapora do Bom Jesus abriu uma consulta pública para ouvir os moradores antes de elaborar o Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos. A primeira etapa termina em 25 de junho de 2026 e permite que a população apresente ideias, críticas e sugestões sobre um serviço que interfere diretamente na limpeza das ruas, no descarte doméstico e na preservação ambiental.
A iniciativa é conduzida pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente. Em vez de apresentar um projeto concluído, o município decidiu reunir contribuições dos moradores durante a fase inicial, quando ainda é possível identificar problemas cotidianos e incorporar prioridades ao planejamento.
A participação ocorre por meio de um formulário eletrônico divulgado pela prefeitura. O acesso pode ser feito pelo endereço https://forms.gle/vKoP6kT9QNpkoswj7 ou pelo link disponível na bio do perfil oficial do município no Instagram.
Não é necessário comparecer a uma repartição pública. O morador pode responder pela internet e registrar sua percepção sobre a gestão dos resíduos na cidade, incluindo situações observadas no bairro, dificuldades recorrentes e propostas de melhoria.
A consulta permanece aberta até 25 de junho, prazo final informado para o envio das contribuições desta primeira etapa.
O Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos funciona como instrumento de organização das políticas locais relacionadas ao lixo produzido nas residências, no comércio e em outras atividades urbanas. A proposta é estabelecer diretrizes para coleta, tratamento, reaproveitamento e destinação dos materiais.
A participação popular pode revelar problemas que nem sempre aparecem nos relatórios administrativos. Pontos de descarte irregular, falhas na coleta, ausência de orientação sobre separação de materiais e dificuldades específicas de determinados bairros podem ser apresentados diretamente por quem convive com essas situações.
A prefeitura afirma que pretende avançar na construção de uma cidade mais limpa e sustentável. A consulta representa o momento em que esse objetivo deixa o discurso institucional e passa a depender das experiências concretas apresentadas pelos moradores.
Após o encerramento da primeira etapa, as manifestações recebidas deverão integrar o processo de elaboração do plano, que continuará sob responsabilidade da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente.