A Petrobras confirmou nesta quinta-feira (28) um reajuste nos preços da gasolina A vendida às distribuidoras. A mudança entra em vigor a partir desta sexta-feira (29) e eleva em R$ 0,48 por litro o valor de venda do combustível produzido pelas refinarias da estatal.
Ao mesmo tempo, a companhia informou que aplicará um desconto de R$ 0,44 por litro dentro da nova política de subvenção econômica criada pelo governo federal neste mês. A medida foi autorizada pela Medida Provisória nº 1.358, publicada em 13 de maio de 2026, além de regulamentações do Ministério da Fazenda e decreto federal editado nos últimos dias.
Na prática, segundo a Petrobras, o efeito líquido para as distribuidoras será menor do que o reajuste originalmente anunciado. O preço médio da gasolina A passará de R$ 2,57 para R$ 2,61 por litro, um aumento residual de R$ 0,04.
A gasolina vendida nos postos brasileiros é formada por uma mistura obrigatória de 70% de gasolina A e 30% de etanol anidro. Por isso, o reajuste aplicado nas refinarias não chega integralmente ao consumidor final.
Segundo os cálculos divulgados pela estatal, a participação da Petrobras no preço final da gasolina C passará de R$ 1,80 para R$ 1,83 por litro. O impacto máximo estimado pela companhia é de R$ 0,03 por litro nas bombas.
A Petrobras também afirmou que o valor atual ainda permanece abaixo do registrado no fim de 2022. De acordo com a estatal, o preço praticado agora é 27,6% menor do que o registrado em 31 de dezembro daquele ano.
O reajuste foi acompanhado por um mecanismo de compensação criado pelo governo federal para reduzir o impacto imediato da alta sobre distribuidoras e consumidores.
O desconto aplicado pela Petrobras faz parte de um modelo de compensação financeira criado pela União para amortecer oscilações no mercado de combustíveis. A medida considera tributos federais incidentes sobre produtores e importadores, incluindo PIS, Cofins e CIDE.
A estatal informou que seguirá os parâmetros definidos pelo Ministério da Fazenda na Portaria nº 1.496, publicada em 25 de maio de 2026. O mecanismo prevê compensação parcial sobre o preço de venda da gasolina A comercializada pelas refinarias.
A companhia afirmou que a política comercial segue baseada na tentativa de evitar repasses imediatos da volatilidade internacional ao mercado brasileiro. A estratégia vem sendo utilizada pela Petrobras desde mudanças recentes na política de preços adotada pela empresa.
O reajuste ocorre em meio ao monitoramento do mercado internacional de petróleo e derivados, além da pressão cambial observada nas últimas semanas. Apesar da compensação criada pelo governo, distribuidoras e postos ainda analisam como os novos valores serão absorvidos na cadeia de abastecimento.
A Petrobras informou que continuará divulgando dados detalhados sobre a composição dos preços dos combustíveis em seu portal oficial de transparência. A expectativa do setor agora se concentra nos próximos movimentos do petróleo e em eventuais novos ajustes ao longo das próximas semanas.
Foto de capa: Rovena Rosa/Agência Brasil.