Lindsey Vonn recebeu alta hospitalar nesta 17 de fevereiro de 2026, na Itália, após uma semana internada por causa da queda que sofreu nos Jogos Olímpicos de Inverno. A esquiadora deixou o hospital em Treviso já com indicação de nova cirurgia e previsão de recuperação que pode chegar a 11 meses.
A saída do hospital encerra dias de apreensão que começaram no instante em que a atleta perdeu o controle logo nos primeiros metros da descida que marcaria sua despedida olímpica. A prova mal havia engrenado quando a campeã foi ao chão, em um trecho de alta velocidade, diante de arquibancadas lotadas e transmissão ao vivo para milhões de espectadores. O silêncio que tomou conta da pista contrastou com a imagem de uma carreira construída sob aplausos.
A equipe médica confirmou fratura na tíbia, lesão que exige procedimento cirúrgico complementar nas próximas semanas. Especialistas ouvidos pela organização indicam que o tempo médio de reabilitação varia entre 8 e 11 meses, dependendo da resposta do organismo e da evolução fisioterapêutica. Não há definição sobre retorno às competições.
“Sou grata por cada mensagem, cada visita e pelo trabalho incansável da equipe médica”, declarou a atleta em vídeo publicado nas redes sociais.
No hospital italiano, Vonn recebeu amigos, familiares e colegas de equipe. Cartas e flores se acumularam no quarto, enviadas por fãs de diferentes países. O gesto público de agradecimento foi gravado ainda com a perna imobilizada, mas com fala firme. A imagem contrasta com a lembrança recente da queda brusca, transmitida para todo o planeta.
A prova em que ocorreu o acidente tinha caráter simbólico. Aos olhos do público, seria o momento final de uma trajetória iniciada ainda na adolescência e consagrada nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2010, quando conquistou o ouro. O roteiro planejado era outro. A despedida transformou-se em atendimento de emergência na neve, transporte imediato e internação.
O esqui alpino, modalidade em que Vonn construiu sua história, impõe riscos constantes. Velocidades superiores a 100 km/h, curvas fechadas e variações de gelo tornam cada descida um desafio técnico e físico. A margem para erro é mínima. Quando a falha acontece, o impacto costuma ser severo.
Médicos avaliam que o tratamento envolverá:
A atleta já enfrentou outras lesões ao longo da carreira, incluindo problemas nos joelhos e cirurgias complexas. O histórico demonstra resistência física e mental, mas o atual quadro exige cautela. Pessoas próximas afirmam que a prioridade agora é a recuperação integral.
Dado Informação Confirmada Data da alta 17/02/2026 Tempo de internação 1 semana Lesão principal Fratura na tíbia Previsão de recuperação 8 a 11 meses Local do atendimento Treviso, ItáliaEntre os torcedores, a reação mistura alívio e incerteza. A alta hospitalar é sinal positivo, mas o calendário esportivo passa a ser secundário. O foco imediato está na reabilitação e na cirurgia anunciada. A imagem da campeã deixando o hospital de cadeira de rodas, acenando discretamente, sintetiza o momento: fim de um capítulo sob tensão.