A substituição no comando da área econômica do Itaú Unibanco foi confirmada na terça-feira, 28 de abril de 2026, com a indicação de Diogo Guillen para o cargo de economista-chefe a partir de 1º de julho. A decisão ocorre após o economista concluir o período de quarentena de seis meses, exigido após sua saída do Banco Central, onde atuou como diretor de Política Econômica até dezembro de 2025.
Guillen retorna ao banco onde já havia trabalhado anteriormente. Entre 2015 e 2021, integrou a área econômica da Asset do Itaú, acumulando experiência no acompanhamento de cenários macroeconômicos e análises de mercado. A nomeação marca um movimento de reconexão com um profissional que já conhece a estrutura interna da instituição.
A mudança também envolve a saída de Mário Mesquita da posição de economista-chefe no fim de abril. Ele ocupava o cargo desde julho de 2016, período em que acompanhou ciclos relevantes da economia brasileira, incluindo mudanças na taxa básica de juros e oscilações no cenário fiscal.
Durante o período de transição, Mesquita seguirá atuando como consultor, mantendo participação nas funções macroeconômicas do banco.
A manutenção do ex-economista-chefe em uma posição consultiva indica uma transição gradual, com preservação de conhecimento acumulado ao longo dos anos.
A legislação brasileira determina que ex-dirigentes do Banco Central cumpram um período de afastamento antes de assumir cargos em instituições financeiras privadas. No caso de Guillen, esse intervalo foi de seis meses, contados a partir de dezembro de 2025.
Esse intervalo tem como objetivo evitar conflitos de interesse e garantir maior transparência na transição entre o setor público e o privado.
No Banco Central, Guillen ocupou uma das posições mais relevantes na formulação da política econômica, participando diretamente das decisões que influenciam inflação, juros e atividade econômica. Sua atuação esteve ligada à análise de cenários e projeções utilizadas pelo Comitê de Política Monetária.
Antes disso, sua passagem pelo Itaú já o colocava em contato direto com estratégias de investimento e leitura de tendências macroeconômicas, o que reforça a familiaridade com o ambiente corporativo da instituição.
A escolha por um nome com passagem recente pelo Banco Central ocorre em um momento de atenção do mercado às decisões de política monetária e às expectativas de inflação. A presença de um ex-diretor da autoridade monetária na chefia econômica do banco tende a influenciar a leitura de cenário adotada pela instituição.
| Função | Nome | Período |
|---|---|---|
| Economista-chefe (atual) | Mário Mesquita | 2016 – abril de 2026 |
| Economista-chefe (novo) | Diogo Guillen | A partir de julho de 2026 |
Segundo a CNN, a mudança ocorre dias antes de uma nova reunião do Comitê de Política Monetária, prevista para 29 de abril, em um cenário em que o Banco Central indicou que haverá três votos a menos na decisão.
O banco informou que a transição seguirá ao longo dos próximos meses, enquanto Guillen se prepara para assumir integralmente as funções a partir de julho, em meio a um ambiente econômico ainda marcado por incertezas e revisões constantes de projeções.
Foto de capa: Paulo Pinto/Agência Brasil.