A poucos dias do início da Copa do Mundo de 2026, uma nova controvérsia envolvendo Irã e Estados Unidos ganhou destaque nos bastidores do torneio. A Federação de Futebol da República Islâmica do Irã afirmou que perdeu o direito de distribuir a cota oficial de ingressos destinada aos seus torcedores, medida que teria sido adotada dias antes da abertura da competição.
Segundo a entidade, a decisão afeta diretamente milhares de iranianos que já haviam iniciado os preparativos para acompanhar a seleção nacional durante o Mundial. A situação ocorre em meio ao agravamento das tensões diplomáticas e militares entre os dois países.
De acordo com o comunicado divulgado pela federação iraniana, a cota de 8% dos ingressos tradicionalmente destinada aos torcedores da seleção foi retirada, impedindo a distribuição das entradas para os jogos da equipe.
A entidade argumenta que muitos torcedores haviam realizado reservas de viagem, hospedagem e deslocamentos confiando no procedimento normalmente utilizado em competições organizadas pela Fifa.
A reclamação da federação destaca que os planos de viagem de diversos torcedores foram comprometidos poucos dias antes do início da Copa do Mundo.
Até o momento citado na reportagem original, nem autoridades dos Estados Unidos nem a Fifa haviam se manifestado oficialmente sobre a denúncia.
Os reflexos da crise não ficaram restritos aos torcedores. A própria preparação da seleção iraniana precisou ser modificada.
Inicialmente, a equipe planejava utilizar uma base de treinamento em Tucson, no estado do Arizona, local estrategicamente escolhido por causa dos jogos da primeira fase programados em território norte-americano.
No entanto, mudanças nas condições de entrada levaram a delegação a estabelecer sua concentração em Tijuana, no México.
Segundo informações divulgadas por representantes diplomáticos iranianos, os 26 atletas convocados receberam vistos que permitem apenas a entrada temporária para treinamentos e jogos.
A autorização não contempla permanência prolongada nem hospedagem nos Estados Unidos durante a competição. Com isso, a delegação deverá retornar ao México após cada atividade realizada em solo americano.
Essa exigência criou uma operação logística incomum para uma seleção participante da Copa do Mundo, aumentando deslocamentos e reduzindo o tempo disponível para recuperação física e preparação entre as partidas.
| Ponto | Situação relatada |
|---|---|
| Ingressos para torcedores | Cota de 8% retirada da federação iraniana |
| Base da seleção | Tijuana, no México |
| Jogos da primeira fase | Realizados nos Estados Unidos |
| Entrada dos jogadores | Permitida apenas para jogos e treinamentos |
| Pernoite nos EUA | Não autorizado |
A situação transforma a seleção iraniana em uma das delegações que chegam ao Mundial sob maior pressão extracampo. Além dos desafios esportivos da competição, a equipe terá de lidar com restrições de deslocamento, incertezas envolvendo seus torcedores e os efeitos de um cenário geopolítico que ultrapassou as fronteiras do futebol. Com a abertura da Copa marcada para esta semana, os próximos dias devem trazer novos desdobramentos sobre a presença da torcida iraniana nos estádios e as condições de operação da seleção durante o torneio.