O governo federal disponibilizou uma calculadora oficial para consumidores que desejam renegociar débitos pelo Novo Desenrola Brasil – Famílias, conhecido como Desenrola 2.0. A ferramenta foi criada para permitir que o cidadão conheça previamente as condições estimadas de negociação antes de procurar uma instituição financeira para formalizar um acordo.
A iniciativa é voltada para pessoas com renda mensal de até cinco salários mínimos, equivalente a R$ 8.105. Segundo o Ministério da Fazenda, o objetivo é ampliar o acesso à informação e oferecer mais previsibilidade aos consumidores que buscam reorganizar a vida financeira.
Para realizar a simulação, é necessário que a dívida tenha sido contratada antes de 31 de janeiro de 2026. Além disso, o débito deve estar em atraso por um período mínimo de 91 dias e máximo de dois anos.
A calculadora foi desenvolvida para apresentar uma estimativa baseada nas regras oficiais do programa. O resultado não representa uma proposta definitiva e não substitui a negociação junto às instituições financeiras participantes.
A plataforma considera diferentes fatores para projetar as condições de renegociação. Entre eles estão o valor total da dívida, o tempo de inadimplência, os descontos mínimos previstos pelo programa e a eventual utilização de recursos do FGTS.
De acordo com as regras divulgadas, a ferramenta também permite verificar o impacto do uso do Fundo de Garantia na redução do saldo devedor.
O simulador apresenta valores estimados e serve como referência para que o consumidor avalie diferentes cenários antes de negociar diretamente com o banco.
Uma das funcionalidades da calculadora é permitir a simulação do uso do FGTS na renegociação. Pelas regras do programa, o consumidor pode utilizar até 20% do saldo disponível no fundo ou R$ 1 mil, prevalecendo o valor que for maior.
A utilização efetiva dos recursos depende da análise e das condições oferecidas pela instituição financeira responsável pela dívida. Por isso, a confirmação deve ser feita diretamente com o banco participante.
A simulação considera taxa máxima de juros de 1,99% ao mês. O programa prevê descontos que podem chegar a 90%, além da possibilidade de parcelamento entre 12 e 48 meses.
A ferramenta foi criada justamente para que o consumidor consiga comparar cenários, avaliar o peso das parcelas no orçamento doméstico e entender quanto poderá economizar antes de assumir um compromisso financeiro.
O acesso ao simulador é gratuito e pode ser feito pela plataforma disponibilizada pelo Ministério da Fazenda.
O Ministério da Fazenda reforça que os números exibidos pela calculadora são apenas estimativas e não incluem eventuais tarifas ou impostos adicionais. A formalização dos acordos continua sendo realizada diretamente com as instituições financeiras credoras participantes do programa, que são responsáveis por confirmar as condições finais oferecidas ao consumidor.