A combinação entre altas temperaturas e baixa umidade do ar começa a alterar o cenário de abastecimento na Região Metropolitana de São Paulo. Dados divulgados em 23/04/2026 indicam que uma massa de ar seco avança sobre o estado, com previsão de termômetros chegando a 35º C em áreas do interior, o que eleva o consumo e exige atenção imediata.
O impacto não se limita ao desconforto térmico. A redução da umidade para níveis considerados prejudiciais à saúde ocorre ao mesmo tempo em que o sistema de abastecimento opera em patamar intermediário. O Sistema Integrado Metropolitano registra cerca de 56% de armazenamento, índice que exige medidas preventivas para evitar agravamento do quadro.
O modelo de gestão hídrica adotado no estado prevê diferentes níveis de atuação conforme o volume dos reservatórios. Atualmente, a operação está em uma fase considerada de prevenção, com foco em uso racional e redução de perdas.
A estratégia considera projeções constantes de consumo, volume de chuvas e capacidade dos reservatórios, ajustando as ações conforme o comportamento das variáveis ao longo do tempo.
Entre as medidas já implementadas está o controle da demanda durante a madrugada, com redução de pressão na rede entre 19h e 5h. A ação, adotada desde agosto do ano anterior, já resultou em economia superior a 151 bilhões de litros de água.
O sistema trabalha com sete níveis de criticidade. Nos estágios iniciais, as ações são preventivas, mas, em cenários mais severos, incluem redução prolongada da pressão e até rodízio no fornecimento.
A mudança de nível depende da permanência dos indicadores por pelo menos sete dias consecutivos, o que evita alterações bruscas na operação.
Dentro das residências, o uso cotidiano ainda concentra grande parte do consumo. O banho aparece como principal responsável, com gasto médio de até 150 litros em 15 minutos. Em uma casa com três pessoas, isso pode ultrapassar 13,5 mil litros por mês.
Outros pontos também impactam diretamente o volume utilizado.
Pequenas mudanças no dia a dia têm impacto direto na redução do consumo, especialmente durante períodos de estiagem.
Segundo a Agenciasp, a pressão sobre o sistema tende a aumentar nos próximos dias com a continuidade do calor e ausência de chuvas significativas, enquanto o monitoramento dos reservatórios segue sendo atualizado diariamente conforme a evolução do clima e do consumo.