A Caixa Econômica Federal realizou nesta quinta-feira, 23 de abril de 2026, o pagamento da parcela mensal do Bolsa Família para beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) final 5, seguindo o cronograma oficial do programa social. O repasse faz parte do calendário escalonado aplicado nos últimos dez dias úteis de cada mês.
O valor mínimo garantido por família permanece em R$ 600, mas a média nacional subiu para R$ 678,22 devido à inclusão de benefícios adicionais previstos nas regras atuais. Neste mês, o programa alcança cerca de 18,9 milhões de famílias em todo o país, com um orçamento estimado em R$ 12,8 bilhões.
Além do valor base, o programa prevê pagamentos complementares conforme a composição familiar, o que altera significativamente o valor final recebido por cada beneficiário.
Esses adicionais são calculados com base nas informações registradas no Cadastro Único, o que exige atualização constante dos dados para evitar inconsistências.
O pagamento ocorre de forma escalonada conforme o final do NIS. Em abril, o calendário segue até o dia 30.
Os beneficiários podem consultar datas, valores e composição do pagamento por meio do aplicativo Caixa Tem ou diretamente no cartão do programa.
Em abril, moradores de 173 municípios receberam o benefício de forma antecipada no dia 16, independentemente do final do NIS. A medida foi adotada para regiões afetadas por eventos climáticos extremos, como estiagens e enchentes.
Entre os estados contemplados estão Rio Grande do Norte, Amazonas, Bahia, Pará, Paraná, Piauí, Rio de Janeiro, Roraima, São Paulo e Sergipe. A ação também incluiu localidades com comunidades indígenas em situação de vulnerabilidade.
Cerca de 2,34 milhões de famílias permanecem na chamada regra de proteção, mecanismo que permite a continuidade parcial do benefício mesmo após aumento da renda familiar.
Famílias que ultrapassam o limite inicial continuam recebendo 50% do valor por até dois anos, desde que a renda por pessoa não ultrapasse R$ 706.
A partir de junho de 2025, o prazo para novos beneficiários nessa condição foi reduzido para um ano, enquanto quem entrou antes dessa data mantém o período original de dois anos.
Para continuar recebendo o benefício, as famílias precisam cumprir exigências relacionadas à educação e saúde.
O descumprimento dessas condições pode resultar em bloqueio temporário do benefício.
O governo federal orienta que os dados no Cadastro Único sejam atualizados a cada 24 meses ou sempre que houver mudança na composição familiar, renda ou endereço.
A atualização pode ser feita presencialmente em unidades do CRAS ou por meio do aplicativo Cadastro Único, mediante login na conta Gov.br.
A partir de maio de 2026, novos beneficiários que ainda não possuem biometria cadastrada deverão emitir a Carteira de Identidade Nacional como requisito adicional para acesso aos programas sociais.