A Agência Nacional de Vigilância Sanitária determinou a proibição do hidratante “Skin Face – Clareador Noite” em todo o território nacional após identificar irregularidades consideradas graves na fabricação e comercialização do produto. A decisão inclui suspensão imediata da venda, distribuição, propaganda, fabricação e uso do cosmético.
A medida foi publicada no Diário Oficial da União e também prevê apreensão de todos os lotes encontrados no mercado. Segundo a agência reguladora, o creme facial não possui registro sanitário e era fabricado por uma empresa sem autorização de funcionamento.
Na avaliação da Anvisa, a ausência dessas exigências impede qualquer garantia sobre a composição do produto, sua segurança e os possíveis efeitos provocados pelo uso contínuo na pele.
O órgão informou que produtos cosméticos precisam seguir regras específicas antes de chegarem ao consumidor. Dependendo do tipo de formulação e das promessas associadas ao item, o fabricante deve apresentar documentação técnica, testes e comprovação de segurança.
No caso dos produtos clareadores, considerados de maior risco sanitário, o controle é mais rígido. Esses itens exigem registro prévio junto à Anvisa antes da comercialização.
A Anvisa orienta consumidores a interromper imediatamente o uso do produto proibido e verificar sempre a regularização de cosméticos antes da compra.
Segundo a agência, produtos sem registro ou fabricados por empresas não autorizadas deixam de passar pelas etapas obrigatórias de avaliação sanitária previstas na legislação brasileira.
A fiscalização também destacou que não há confirmação oficial sobre os componentes presentes no hidratante proibido, fator que aumentou a preocupação das autoridades sanitárias.
O Brasil ocupa posição de destaque mundial no setor de higiene pessoal, perfumes e cosméticos, segmento que movimenta bilhões de reais todos os anos e possui grande alcance entre consumidores de diferentes faixas etárias.
Dentro desse mercado, produtos voltados para clareamento facial, rejuvenescimento e tratamento estético estão entre os mais procurados, especialmente nas vendas online e em marketplaces digitais.
A Anvisa reforçou que cosméticos classificados como de maior risco precisam apresentar comprovação de segurança e eficácia antes da liberação comercial.
A decisão já entrou em vigor e deverá ser fiscalizada por órgãos estaduais e municipais de vigilância sanitária. A orientação é para que estabelecimentos retirem imediatamente o produto das prateleiras e interrompam qualquer tipo de comercialização.
| Informação | Detalhe |
|---|---|
| Produto suspenso | Skin Face – Clareador Noite |
| Órgão responsável | Anvisa |
| Motivo | Falta de registro sanitário |
| Situação da empresa | Sem autorização de funcionamento |
| Abrangência | Todo o território nacional |
A agência informou ainda que consumidores podem consultar a regularização de cosméticos diretamente nos sistemas oficiais da Anvisa antes da compra. A fiscalização sobre produtos irregulares segue em andamento em diferentes regiões do país.