Por Alan Correa / 14/06/2026
Guabiroba passou anos restrita ao interior, mas voltou aos quintais brasileiros impulsionada pela memória afetiva e pelo interesse crescente da ciência.
Durante décadas, a guabiroba ficou distante dos centros urbanos. Hoje, reaparece em jardins e pomares com força renovada em várias regiões do país.
Nativa do Cerrado e presente também em áreas da Mata Atlântica, a fruta faz parte da história de muitas famílias que cresceram cercadas por quintais.
Pequena, arredondada e amarelada quando madura, a guabiroba voltou a despertar interesse por unir sabor marcante, tradição e identidade regional.
O retorno da fruta acompanha a valorização de alimentos brasileiros que perderam espaço para espécies mais populares ao longo das últimas décadas.
Em cidades do interior, a polpa segue presente em sucos, geleias, compotas, doces, sorvetes e licores preparados de forma artesanal por gerações.
Além dos frutos, a árvore também atrai atenção. A copa densa produz sombra e as flores brancas ajudam a atrair abelhas e polinizadores.
Muitas famílias ainda lembram da chamada caça à guabiroba, hábito simples em que crianças procuravam frutos maduros pelas ruas e terrenos.
Nos últimos anos, pesquisas brasileiras passaram a analisar compostos presentes na fruta, incluindo vitamina C, minerais e substâncias antioxidantes.