O governo dos Estados Unidos voltou a divulgar documentos oficiais relacionados a objetos voadores não identificados e fenômenos aéreos classificados como inexplicáveis. O novo lote de arquivos foi publicado nesta sexta-feira (22) pelo Departamento de Defesa americano e reúne relatos, imagens e investigações conduzidas ao longo de décadas envolvendo supostos avistamentos de esferas verdes, discos voadores e bolas de fogo observadas em diferentes regiões do país.
A nova divulgação ocorre poucas semanas após o presidente Donald Trump determinar a abertura de arquivos federais ligados a fenômenos anômalos não identificados, conhecidos pela sigla UAP. O primeiro pacote havia sido publicado em 8 de maio, junto com a criação de uma plataforma específica do governo americano para armazenar documentos sobre o tema.
Segundo o Departamento de Defesa, o material faz parte de um processo iniciado ainda nos anos 1970 para liberar gradualmente registros considerados sensíveis sobre objetos que nunca tiveram origem oficialmente esclarecida. O governo afirma que muitos casos seguem sem solução definitiva.
Entre os arquivos divulgados nesta sexta-feira, um dos mais extensos reúne 116 páginas de registros ligados a avistamentos próximos de instalações militares em Sandia, no estado do Novo México, entre os anos de 1948 e 1950.
De acordo com o próprio Departamento de Defesa, o documento concentra 209 relatos envolvendo objetos descritos como “orbes verdes”, “discos” e “bolas de fogo” observados nas proximidades da base ultrassecreta. Parte das ocorrências teria sido registrada por militares e funcionários ligados ao complexo.
Os arquivos também incluem relatórios técnicos, comunicações internas e análises preliminares produzidas por equipes de inteligência ao longo das investigações conduzidas na época.
“Está na hora de o povo americano ver isso por si mesmo”, afirmou o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, ao comentar a publicação dos arquivos.
Apesar do tom adotado pelo governo americano, os documentos divulgados não confirmam a existência de vida extraterrestre. O próprio Departamento de Defesa reforçou que a classificação de UAP significa apenas que o objeto observado não pôde ser identificado de maneira conclusiva.
Outro trecho que chamou atenção nos arquivos envolve a missão Apollo 12 Moon Landing. Durante avaliações médicas realizadas após o retorno da tripulação, astronautas relataram ter visto flashes e rastros luminosos enquanto tentavam dormir em ambiente escuro.
Os registros mencionam o comandante Charles “Pete” Conrad, o piloto do módulo de comando Richard “Dick” Gordon e o piloto do módulo lunar Alan L. Bean. O episódio foi incorporado aos arquivos históricos ligados aos fenômenos anômalos analisados pelo governo americano.
Além dos relatos históricos, o novo pacote divulgado também traz imagens e vídeos registrados por sensores infravermelhos instalados em plataformas militares dos Estados Unidos operando em diferentes regiões monitoradas pelos comandos militares americanos entre 2021 e 2023.
As imagens foram encaminhadas por usuários a redes sigilosas do governo em 2023 e 2024, segundo os próprios documentos oficiais. Parte dos vídeos teria sido captada em áreas ligadas ao Comando Central e ao Comando Norte dos Estados Unidos.
O Departamento de Guerra dos EUA aproveitou a divulgação para afirmar que a gestão Trump promove uma política de “transparência sem precedentes” sobre fenômenos aéreos não identificados. Em comunicado oficial, o órgão também acusou administrações anteriores de tentarem desacreditar o tema e desencorajar questionamentos públicos sobre os casos registrados.
O governo americano declarou ainda que continuará incentivando análises conduzidas por especialistas do setor privado, além de produzir relatórios separados envolvendo ocorrências consideradas resolvidas.
Segundo o G1, a divulgação mais recente amplia a pressão sobre órgãos militares e agências de inteligência americanas para abertura completa dos arquivos relacionados a fenômenos aéreos não identificados, tema que voltou ao centro do debate político nos Estados Unidos após as novas determinações assinadas pela Casa Branca em fevereiro deste ano.