A nova geração do Toyota Corolla Cross começou a tomar forma dentro da estratégia global da marca para enfrentar o avanço de fabricantes chinesas e fortalecer presença em segmentos mais rentáveis do mercado automotivo.
Segundo informações publicadas pela imprensa japonesa e indiana, a Toyota prepara uma inédita configuração de sete lugares para o SUV médio, ampliando o posicionamento do modelo acima da versão tradicional de cinco ocupantes.
A futura versão de sete lugares será lançada inicialmente na Índia em 2028 e faz parte de um pacote de investimentos de aproximadamente 300 bilhões de ienes, valor próximo de R$ 10 bilhões, destinado à construção de novas fábricas e expansão da capacidade produtiva da Toyota no país asiático.
A proposta da fabricante é disputar consumidores que atualmente buscam SUVs familiares maiores, mas sem migrar para modelos grandes e mais caros como SW4 e Trailblazer.
Na prática, a estratégia repete o movimento já utilizado pela Jeep no Brasil, que posiciona o Commander acima do Compass dentro da mesma família de produtos.
A próxima geração do Corolla Cross terá aumento significativo nas dimensões. Informações divulgadas pela revista japonesa Best Car apontam que o SUV passará dos atuais 4,46 metros para aproximadamente 4,64 metros de comprimento.
O ganho de cerca de 18 centímetros permitirá ampliar também o espaço interno e acomodar a terceira fileira de bancos.
A distância entre eixos deve crescer dos atuais 2,64 metros para aproximadamente 2,74 metros, avanço considerado essencial para melhorar conforto dos ocupantes traseiros e aumentar a versatilidade do SUV.
Com crescimento no porte e nova configuração de sete lugares, o Corolla Cross passará a atuar diretamente contra Jeep Commander, Tiggo 8 e futuros SUVs chineses eletrificados.
Do ponto de vista visual, a inspiração principal será o novo Toyota RAV4. As projeções divulgadas pela imprensa internacional antecipam linhas mais retas, dianteira elevada, perfil mais robusto e aparência menos conservadora que a geração atual.
A própria Toyota já indicou que pretende tornar o Corolla Cross mais agressivo visualmente, especialmente para atender mercados europeus e enfrentar concorrentes chineses que apostam fortemente em design e tecnologia.
Além disso, existe a possibilidade de a fabricante desenvolver variações específicas do SUV para determinadas regiões do mundo.
O interior também deve passar por mudanças profundas. O SUV utilizará arquitetura eletrônica inspirada no novo RAV4, incluindo a plataforma de software Arene, desenvolvida pela divisão Woven da Toyota.
Esse sistema será responsável pelo gerenciamento de funções eletrônicas, conectividade e sistemas avançados de assistência ao motorista.
Entre as novidades esperadas estão:
Na parte mecânica, a Toyota prepara mudanças importantes para a próxima geração do Corolla Cross. No mercado internacional, o SUV deverá estrear novos conjuntos híbridos mais eficientes, incluindo um motor 1.5 híbrido de quatro cilindros desenvolvido para melhorar desempenho e consumo.
Já para o Brasil, a expectativa é de adoção de um sistema híbrido plug-in semelhante ao utilizado pelo Prius em outros mercados.
O conjunto combina motor 2.0 Dynamic Force em ciclo Atkinson com propulsor elétrico de 163 cv. A potência combinada chega a 223 cv.
A diferença é que, no mercado brasileiro, o sistema deverá receber adaptação flex.
Hoje, o Corolla Cross híbrido nacional utiliza motorização 1.8 HEV de 122 cv, número significativamente inferior ao conjunto previsto para a próxima geração.
A chegada do novo Corolla Cross ao Brasil é tratada como praticamente certa. A Toyota já iniciou etapas de desenvolvimento local e prevê investimentos de aproximadamente R$ 11 bilhões no país até 2030.
Parte desse plano envolve a modernização da fábrica de Porto Feliz, no interior paulista, que poderá receber futuras tecnologias eletrificadas da marca após reconstrução iniciada depois dos danos provocados por um vendaval em 2025.
Atualmente, o Toyota Corolla Cross é vendido no mercado brasileiro com preços entre R$ 192.990 e R$ 222.690, faixa que deverá subir ainda mais na próxima geração diante do aumento de porte, tecnologia e eletrificação.