A construção do data center ligado ao TikTok no Complexo do Pecém, no Ceará, avançou para a etapa de montagem das estruturas. O empreendimento é considerado o maior do tipo no Brasil e já mobiliza um contingente crescente de trabalhadores, com previsão de alcançar mil pessoas envolvidas na obra nos próximos dias.
O projeto segue o cronograma estabelecido, com previsão de início das operações comerciais no terceiro trimestre de 2027.
A logística do empreendimento inclui o envio de equipamentos tecnológicos por via aérea. A partir de abril de 2027, estão previstos cerca de 15 voos mensais de aviões cargueiros vindos da China, transportando máquinas essenciais para a estrutura do data center.
A operação abre possibilidade de retorno com cargas brasileiras, criando uma rota comercial com potencial para exportações, especialmente para o agronegócio.
O complexo será composto por dois edifícios que abrigarão 20 data halls, espaços destinados aos equipamentos de processamento de dados. A capacidade inicial será de 200 megawatts, totalmente contratada pela ByteDance.
O investimento supera R$ 200 bilhões e posiciona o empreendimento como o primeiro centro de processamento do TikTok na América Latina.
| Capacidade | 200 MW |
| Data halls | 20 |
| Empregos na obra | 3.800 |
| Empregos na operação | 400 |
Até o momento, R$ 190 milhões já foram contratados para a construção, sendo cerca de 90% destinados a empresas do Ceará. A estratégia inclui rastrear compras fora do estado para orientar futuras políticas públicas e ampliar competitividade regional.
A expectativa é que o projeto gere 3.800 empregos durante a construção e 400 postos permanentes após o início das operações.
O funcionamento do data center será sustentado por energia limpa, com fornecimento de parques eólicos instalados no Ceará. Há previsão de expansão da geração com novas unidades, inclusive em outros estados.
O uso exclusivo de energia renovável atende às exigências globais de sustentabilidade para grandes empresas de tecnologia.
Além da operação inicial, o complexo foi planejado para expansão futura. A expectativa é que o espaço possa receber outras empresas globais de tecnologia, ampliando o papel do Ceará como polo estratégico no setor de infraestrutura digital.
Executivos do projeto indicam que há interesse de grandes companhias internacionais, embora negociações desse tipo envolvam prazos longos e investimentos elevados.
Segundo o Diariodonordeste, o avanço das obras segue com a montagem das estruturas pré-moldadas e preparação para a próxima fase, que inclui instalação elétrica e tecnológica ao longo de 2027, enquanto a operação logística internacional começa a ser estruturada para atender à demanda do empreendimento.